Hate – “Auric Gates os Veles” (2019)
Metal Blade Records
#DeathMetal, #BlackMetal, #AtmosphericBlackMetal
Nota: 8,0
Quem conhece a banda polonesa Hate já sabe o quão bons eles são e, para a felicidade de todos, eles acabaram de lançar um novo petardo pela Metal Blade Records chamado “Auric Gates of Veles”. Esse é o décimo primeiro álbum de estúdio deles, mantendo o ritmo de um álbum a cada 2/3 anos (neste século foram 2017, 2015, 2013, 2010, 2008, 2005 e 2003). Por isso só já é bem plausível imaginar uma consistência e isso é provado.
O quarteto de Death Metal mostra novamente que está num momento mais atmosférico da carreira (quase um Atmospheric Black Metal), já que seu álbum antecessor (“Trememdum” de 2017) também tem essa pegada, mesmo sem deixar o peso cair.
O primeiro single disponibilizado chama-se “Sovereign Sanctity”, ela é a quarta faixa do álbum e mostra bem essa fase da banda, pois é uma faixa mais cadenciada, épica e com seis minutos e meio de duração.
O segundo single é a primeira faixa “Seventh Manvantara”, essa sim é bem pesada, com a bateria já mostrando todo o poder e os vocais do ATF Sinner (que também é o guitarrista e o único membro desde o inicio) bem sólidos.
Os outros músicos (Pavulon na bateria, Domin na guitarra e Apeiron no baixo) são bem consistentes e, como já foi dito anteriormente, eleva o nível musical do grupo. Vale a pena ressaltar aqui que o Hate já teve diversas mudanças de formação, sendo que essa é a estreia dessa formação. Essas alterações nunca foram problema para o Hate pois ATF Sinner que compões todas as canções e letras.
Ambos os singles já tiveram seus videoclipes lançados e os dois são muito bons, sendo que “Sovereign Sanctity” é praticamente um curta metragem, demonstrando como a gravadora tem um bom apreço por eles, já “Seventh Manvantara” contém vários desenhos relativos a capa, ao lançamento do disco e à banda.
O álbum tem 8 músicas todas muito interessantes como a faixa título, “Path to Arkhen” e “General Sulphur” que é a última e fecha o disco com um black metal puro, de ótima qualidade.
Uma curiosidade é que a banda lançou diversas edições diferentes, entre elas seis versões de LP colorido e versão digipack, algumas acompanham uma camiseta com a capa do disco, mostrando que o público deles gostam de ter o material físico (algo tão em voga nos dias atuais com Spotify e afins).
Único defeito é a duração, são apenas 39 minutos de música, o mais curto desde “Morphosis” (2008), geralmente os álbuns deles duram em torno de 55/60 minutos, acredito que poderia ter mais duas ou três músicas sem ficar cansativo. Curiosamente, a versão digital terá dois bônus a mais.
Menção honrosa aqui para a belíssima capa feita pelo também polonês Andrzej Masianis toda em preto, branco e azul, bem sombria. Ele já tem diversas capas de metal e é um artista bem diversificado, vale a pena entrar no site dele (http://masianis.pl/) para conhecer melhor.
Ricardo Karelisky
