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Hate – “Bellum Regiis” (2025)

Hate – “Bellum Regiis” (2025)

Metal Blade Records
#DeathMetal #BlackMetal #BlackenedDeathMetal

Para fãs de: Behemoth, Vader, Belphegor

Texto por: Lucas David

Nota: 8,0

Quando falamos de Metal polonês, principalmente de sua vertente mais extrema, o primeiro nome que vem à cabeça é o poderoso Behemoth. Não por acaso, a banda conquistou o mundo com seu Blackened Death Metal, arrastando multidões em festivais e lançando discos cada vez mais brutais. Ainda assim, o Hate, outro grande nome vindo do país, lança trabalhos extremamente pesados e de altíssima qualidade desde seu álbum de estreia, Daemon Qui Fecit Terram (1996).

Vivendo à sombra de seu conterrâneo, o Hate construiu uma longa trajetória no Death Metal e, ao longo dos anos, incorporou cada vez mais elementos de Black Metal. Agora, chega ao seu décimo terceiro álbum de estúdio, Bellum Regiis, impressionando pela riqueza musical e pela agressividade. O disco apresenta uma sonoridade extremamente poderosa e densa, aproximando suas passagens mais brutais de bandas como Belphegor e Morbid Angel. O resultado é um Death Metal direto, técnico e devastador, impulsionado principalmente pelos vocais de ATF Sinner, que surgem ainda mais guturais e potentes, criando uma atmosfera intimidadora a cada verso.

Abrindo o álbum, a faixa-título alterna entre momentos cadenciados e explosões de velocidade, destacando os excelentes riffs de guitarra de ATF Sinner e Domin. A bateria de Nar-Sil conduz um ataque visceral, combinando blast beats com levadas pesadas repletas de groove. Na sequência, “Iphigenia” aposta em um andamento de médio tempo, com destaque para a cozinha, que constrói uma parede sonora sólida e sombria. Sobre essa base, os vocais e as guitarras conduzem a faixa até um solo carregado de melodia próximo ao encerramento.

“Alfa Inferi Goddess of War” retoma a velocidade com riffs sujos, técnicos e impactantes. A bateria mantém um ataque incessante nos bumbos duplos, enquanto os vocais soam ainda mais agressivos. Há poucos momentos de respiro, nos quais ATF Sinner adota uma abordagem em spoken word, recurso que reforça a atmosfera obscura construída desde o início do álbum. Encerrando o trabalho, “Ageless Harp of Devilry” evidencia o lado mais Black Metal da banda, com riffs rápidos e cortantes que, mesmo cedendo espaço para passagens mais cadenciadas, nunca perdem intensidade. É uma faixa pesada, brutal e devastadora, fechando o disco em alto nível.

Produzido por David Castillo — que já trabalhou com Candlemass, Carcass e Dark Tranquillity —, Bellum Regiis soa pesado e cristalino na mesma medida, valorizando cada instrumento sem abrir mão da densidade exigida pelo gênero. Embora apresente certa repetição em alguns momentos, o álbum é uma verdadeira joia bruta do Death Metal e demonstra que o Hate está muito além das inevitáveis comparações com o Behemoth. Trata-se de uma das grandes forças do metal extremo europeu.

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