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Hatefulmurder – “Red Eyes” (2017)

Hatefulmurder“Red Eyes” (2017)
Secret Service Records

Nota: 9,0

Toda banda que se preza almeja um dia crescer e expandir sua legião de fãs. Uns pensam na realização pessoal transcendida na forma de arte, forma correta, já outros sonham em ser “apenas” ricos e estão cagando e andando para a arte. Os cariocas do Hatefulmurder nos mostram, claramente, que está no caminho certo apostando na evolução e considera sua arte acima de tudo e todos. Basta ouvir seu antecessor “No Peace” (2014) e na sequência “Red Eyes” para entender o real sentido da palavra “crescimento”.

Como disse antes, é nítido que a banda cresceu – e muito – com a entrada de Angélica Burns como frontwoman, passando de “mais uma banda promessa” para algo mais vigoroso e concreto.

Para começo de conversa, fica impossível não lembrarmos do Arch Enemy por razões óbvias. A voz de Angélica é, também, monstruosa e o Thrash/Death Metal moderno (pela última vez eu repito que moderno não é sinônimo de lixo alternativo ok?) do grupo idem!

Como é bom ouvirmos um primor de produção onde a clareza e limpeza dão uma brutalidade e agressividade mais orgânica as composições. Ao meu ver, esse tipo de produção só engrandece e evidencia a técnica e qualidade dos músicos. Técnica essa que em “Red Eyes” está escancarada em forma de ‘groove’ e não, apenas, em “massa sonora”. Mais um ponto para a banda!

Sabe aquele disco que o conjunto da obra é o principal destaque? Pois bem, estamos falando de “Red Eyes”, já que todas suas nove faixas se completam e brilham por si só porém, logicamente, o lado pessoal deste crítico tem que ser SEMPRE explanado e isso vai de encontro às faixas “The Meaning of Evil”, essa com um trabalho de baixo e bateria de tirar o fôlego, e a arrasadora “Time Enough At Last” com a participação de May “Undead” Puertas (Torture Squad). Porrada demais!

Enfim, um grande disco que levará a banda a outro patamar e, caso trabalhado da forma correta – e ele merece isso pessoal, façam o melhor que puderem! – só trará excelentes frutos ao grandioso som da banda!

Pirei nesse disco por conta do SANGUE NOS OLHOS SEM DÓ!

Johnny Z.

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