Havok – Manifesto Bar, São Paulo/SP (13/07/2026)
Produção: Manifesto Bar
Texto por: Matheus “Mu” Silva
Fotos por: Rodrigo Faustino
Pouco mais de dois anos após sua última passagem pelo nosso país, e em sua quarta visita por aqui, o Havok retornou ao Brasil. Um dos maiores representantes do Thrash Metal deste século, a banda norte-americana realizou show único no país, na capital paulista, com produção do Manifesto Bar, como parte das comemorações do Dia Mundial do Rock promovidas pela casa, em plena segunda-feira (13).
Com a casa abrindo às 20h, o Havok iniciou seu ataque thrasher às 21h30. Alternando com maestria entre a pegada mais tradicional do estilo e trechos carregados de groove e peso, a banda começou arrebentando tudo com “Point of No Return”, faixa-título do EP homônimo de 2012. Uma das coisas mais surpreendentes da noite foi justamente o público, com uma boa parcela de fãs mais jovens e a molecada se destruindo no mosh pit. Além disso, hinos contemporâneos como “Hang ‘Em High”, “Covering Fire” e “Prepare for Attack” foram cantados por boa parte dos presentes.
A atual formação do Havok mostrou enorme entrosamento. Hoje contando com Brett Hechtfertig (guitarra), Nick Schendzielos (baixo), o veterano baterista Pete Webber e o líder da banda, o vocalista e guitarrista David Sanchez, que ainda brincou com o fato de ser o único integrante presente em todos os shows da história do grupo, eles seguiram debulhando o set, que também contou com a inédita “Fifth Generation Warfare”. A música promoveu um verdadeiro massacre no Manifesto, e seu breakdown final é simplesmente avassalador, mostrando que o novo material promete muito.
É sério: mesmo com um público não tão numeroso, quem compareceu estava sedento para ver a banda. A energia e a disposição durante as rodas de mosh dominaram praticamente toda a apresentação, e vale lembrar que tudo aconteceu em uma segunda-feira. Com poucas palavras entre uma música e outra, o Havok aproveitou cada minuto do set despejando seu Thrash Metal sobre a plateia em um show relativamente curto, de apenas 55 minutos, mas intenso do início ao fim. Ainda houve tempo para um bis com “Give Me Liberty… Or Give Me Death” e “From the Cradle to the Grave”, dois clássicos incontestáveis da banda, encerrando a noite com a mesma brutalidade com que ela começou.
Para começar bem a semana, o Havok simplesmente arrebentou no palco do Manifesto. Curta, direta, pesada e sem rodeios, a apresentação sintetizou perfeitamente os pouco mais de 20 anos de carreira da banda em um show coeso, divertido e extremamente brutal. Mesmo que a duração reduzida do set tenha deixado parte do público querendo mais, isso acabou sendo apenas um reflexo da qualidade da apresentação. Afinal, com a energia que havia na casa, eles poderiam tocar até de madrugada que ninguém reclamaria. Fica a torcida para que retornem em breve e tragam um repertório ainda maior. Foi sensacional!

