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Headhunter D.C. – “Rise of The Damned” (2026)

Headhunter D.C. – “Rise of The Damned” (2026)

Mutilation Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal

Para fãs de: Morbid Angel, Deicide, Incantation

Texto por Lucas David

Nota: 10

Quando falamos dos grandes nomes do metal nacional, é quase impossível não citar o Headhunter D.C. A banda, que está na ativa há quase 40 anos, nunca se deixou levar por modismos nem tentou moldar seu som para agradar as massas. Pelo contrário, os monstros do Death Metal sempre buscaram apresentar a brutalidade do gênero no mais alto nível, com doses cavalares de peso, guitarras explosivas e bateria massacrante.

Mesmo tendo passado muito tempo desde seu último lançamento, …In Unholy Morning (2012), e enfrentando questões como mudanças na formação, a banda parece não ter perdido o fôlego nem a raiva contra o mundo e a religião, culminando no poderoso Rise of The Damned. O novo trabalho traz todos os elementos já conhecidos do grupo, potencializados por uma produção grandiosa que conseguiu capturar toda a intensidade de Sérgio “Nekrobaloff666” Borges (vocais), Danilo “D. Morbidus” Coimbra (guitarra), Héracles “Demigod” Cardoso (baixo) e Daniel Brandão (hoje, ex-baterista da banda). Atualmente, o baterista é Juan “Death Ax” Machado.

Após a intro “…40 Years’ Deathmarch”, com uma atmosfera sinistra e militar, “Unblessed by The Unsacred” explode nos falantes com uma avalanche de blast beats, riffs rápidos e sujos, além dos vocais guturais de Nekrobaloff666 mais brutais do que nunca. O ritmo insano da faixa é feito para deixar o ouvinte sem ar, e até seus momentos mais cadenciados são extremamente pesados e sufocantes. Na sequência, “No Salvation From Above” alterna entre trechos mais rápidos e cadenciados, mas logo dá espaço para um ataque selvagem, feito sob medida para o mosh pit, com a bateria de Daniel Brandão dominando a faixa com batidas punitivas e blast beats brutais, além de um solo incrível e arrebatador.

“One Thousand Apocalypses” chega para confirmar a excelente escolha como single, reunindo técnica, peso e velocidade com uma atmosfera que cresce a cada segundo. A faixa-título aposta em uma levada mid-tempo com riffs pesados, excelentes viradas de bateria e vocais guturais amedrontadores. A música mostra que a banda não vive apenas de velocidade, mas também de ambientação, criando um cenário apocalíptico que nos arrasta diretamente para o abismo. Fechando o disco, temos “In Death Metal We Trust”, uma celebração e homenagem ao estilo que carregam há tantos anos sem perder a força. A faixa é um ataque feroz que deixará qualquer fã com um sorriso no rosto, punhos erguidos e abrindo espaço no mosh pit.

Apostando em uma sonoridade clássica, que reúne tudo o que a banda construiu ao longo dos anos na estrada, somada a uma abordagem mais estruturada e técnica, Rise of The Damned é um disco aguardado por muitos — e a recompensa é grandiosa. Longe de ser apenas nostálgico ou depender do próprio legado, o Headhunter D.C. se posiciona no topo do jogo com um dos melhores álbuns do ano.

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