Heart Healer – “The Metal Opera” (2021)
Frontiers Music
#ProgressiveMetal, #SymphonicMetal, #HardRock
Para fãs de: Nightwish, Ayreon, Avantasia
Nota: 7,0
Já ouviu falar de um sueco chamado Magnus Karlsson? O cara é multi-instrumentista, compositor e tem nomes no currículo como Primal Fear e os trabalhos solo de gente do naipe de Ralf Scheepers (do próprio Primal Fear), Russell Allen (Symphony X, Adrenaline Mob) e Anette Olzon (Ex-Nightwish). E nessa sua nova empreitada “Heart Healer”, ele nos presenteia com (mais) uma “Metal Opera”.
Não sei se vocês estão meio de saco cheio desse formato de lançamento, mas para mim já deu. Desde que o Avantasia surgiu com essa proposta surgiram muitas outras obras similares, umas boas e outras nem tanto. O Heart Healer fica no meio disso, mas com um grande diferencial: apenas vocalistas femininas! Apesar de desconhecidas para mim (apenas a já citada Anette Olzon eu conhecia), o time de convidadas surpreende pela qualidade, bem como as composições.
É aquele metal progressivo sinfônico extremamente manjado e requentado, que imediatamente te remete a uma penca de bandas que contam com vocalistas femininas. Coincidência ou não, a maior referência aqui é justamente a fase do Nightwish com Anette no vocal, mas vários momentos remetem a outras bandas do estilo.
São músicas longas – a menor tem quase seis minutos – e recheadas de melodias açucaradas, muitas orquestrações e pompa.
Alguns momentos você tem a impressão de que está ouvindo umas daquelas músicas de animações da Disney, tamanha “doçura” dos vocais das meninas com destaque para a Adrienne Cowan, como na faixa de abertura “Awake”, que parece ter saído da trilha sonora de Frozen ou algo assim.
“Evil’s Around the Corner” e “Mesmerized” tem os riffs mais legais do disco e tem um bom ritmo, mas o destaque mesmo pra mim fica pela última faixa “This is Not the End” onde todas as convidadas cantam, e tem a maior variedade de andamentos e climas do disco.
Resumindo, “Heart Healer” é um álbum bem fácil de se ouvir, tudo muito bem composto e produzido além é claro as meninas que dão um show aqui, todas cantando excepcionalmente bem e combinam perfeitamente com a proposta da obra.
Só não tem absolutamente nenhuma originalidade, parece com milhares de outros projetos parecidos e se não é a sua praia, passe longe. Agora, se você curte uma boa metal opera e acima de tudo vocais femininos, vá sem medo que o deleite é garantido.
Thiago Barcellos
