Heavy Duty: A Minha Vida no Judas Priest (Livro)

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Título: Heavy Duty: A Minha Vida no Judas Priest
Autor: Mark Eglinton e KK Downing
Tradução: Marcelo Vieira
Editora: Estética Torta
Ano: 2020

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Falar da importância do Judas Priest ou de toda sua primorosa carreira é perda de tempo pois todo ser humano de caráter formado e definido sabe muitíssimo bem tudo isso, então vamos ao livro de KK Downing, ex-guitarrista da banda britânica que não só forjou, como também moldou o que hoje entendemos como Heavy Metal clássico! Vale ressaltar que, KK Downing e Glenn Tipton juntos formaram uma das maiores, senão a maior e mais coesa dupla de guitarras dentro do estilo e você, caro leitor, não é nem louco de discordar disso, certo?

Em “Heavy Duty: A Minha Vida no Judas Priest”, KK conta com detalhes desde sua infância, problemas familiares, perrengues com pai, primeiras bandas, criação e fundação do Judas Priest, tretas de bastidores e pessoais entre seus membros, jaquetas de couro, mulheres, mudanças de formação, sucesso estrondoso, luxo, glória, quedas de vendas, conflitos de ego, decepções, saída da banda de forma conturbada em 2011 – não muito explicada (resolvido agora com esse livro) – e, principalmente, deixa CLARÍSSIMO seu relacionamento com seu ex-parceiro de seis cordas, Glenn Tipton.

Sem dar spoiler (juro que tentar sabendo que alguma coisa vai escapar), esse quem vos escrever NUNCA imaginou tais acontecimentos e realmente achava que tudo era um conto de fadas. Pois é, só que não. Quer saber mais? Leia o livro, cara pálida! (risos). “Ah, mas em cima do palco os caras detonavam!”, sim é verdade, mas até mesmo em cima do palco existia diferenças, e muitas!

KK não pouca ninguém, nem músicos, nem bandas ‘concorrentes’ (alguém aí pensou em Iron Maiden? Sim, eles mesmo) nem a indústria da música, mas mantem sempre a classe impecável e a educação britânica sempre em primeiro lugar nas suas palavras.

Lançada pela Editora Estética Torta, temos mais de 300 páginas de uma leitura fácil e empolgante que vai não só te surpreender, como também te dar – ou não – alguns ranços se você for algum tipo de sócio torcedor futebol clube de terceiros envolvidos. Não ache que o livro é um eterno “mimimi” ou que esteja cheio de mágoa ou ressentimento, pois na verdade KK, que assina junto com o autor Mark Enligton como autor, foca com muita honestidade e sinceridade por todo o livro nas decepções/frustrações com Glenn e a empresária da banda (que por coincidência era esposa de Glenn. Deu para entender algumas coisas aí já, não é mesmo?).

O que senti um pouco falta foi uma maior abordagem na era Tim Ripper Owens, que foi praticamente jogada sem muita profundidade. Tudo bem, o livro é sobre KK no Judas Priest, não sobre a biografia do Judas Priest, mas seria bacana ter lido coisas mais pessoais de KK sobre essa mudança muito sentida e comentada na época.

Uma coisa que achei muito bacana, e não vou entrar muito em detalhes, foi ver o respeito que KK mostrou que tinha e AINDA TEM com todos do Judas Priest, inclusive as preferências sexuais de Rob Halford, que foram tratadas de uma forma muito respeitosa, educada e até divertida em certos momentos da narrativa.

Sabendo o que aconteceu depois do lançamento desse livro, vimos que KK montou sua banda que se parece – e muito com Judas Priest (ah vá, sério?) com Tim Ripper Owens, lançando um baita de um disco de Heavy Metal clássico e me PROVANDO que, por ele, jamais teria deixado a banda se soubesse que as diferenças poderiam ser sanadas. Mas gente, depois de trezentos anos, vocês acham que “dois senhores” MEGA BEM SUCEDIDOS conseguiriam mudar alguma coisa em termos de relacionamento pessoal entre eles ou ter mais/menos confete que o outro? Creio que não! Então, KK fez bem em montar sua banda, mas obviamente que, nós fãs, ainda sonhamos em vê-lo no palco com o Judas Priest novamente. Quem sabe, não é mesmo? A vida é curta, e eles já não são mais jovenzinhos faz muito tempo! Acreditemos irmãos!

Comprem o livro já! Leitura obrigatória!

Johnny Z.

 

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