Heavy Metal da Suécia: RAM, Wolf e Portrait, “The Sweden Heavy Metal Hellish Trinity”
Por: Cristiano Ruiz
Fotos: reprodução
Indubitavelmente, a escola sueca, tanto de Rock quanto de Metal, está entre as que merecem total respeito, já que nela configuram nomes de suma importância. Quando se fala de Heavy tradicional da Suécia, essa afirmação ganha ainda mais força.
Tanto que há dezenas de bandas de Heavy daquele país, que apesar de não alcançarem a mesma grandeza das escolas britânica, americana e alemã, também servem de referência no subgênero primordial do Heavy Metal.
Além disso, a alma do Heavy Metal navega por assuntos temáticos variados. E neste artigo eu cito três instituições que rejeitam o discurso político moderno, pois resgatam aquele mal primordial do Heavy oitentista.
Esse mal não surge como protesto social, mas como atmosfera, e ele aparece em forma de ocultismo, pavor e inversão moral. Ou seja, eu me refiro a Wolf, RAM e Portrait. E logo abaixo eu contextualizo cada um deles dentro do que mencionei anteriormente.
WOLF

A princípio com o nome de Wolverine, as atividades do Wolf tiveram início na cidade de Örebro, em 1995. Em 2000, já como Wolf, saiu o primeiro álbum completo, que é homônimo. Desde que iniciou sua discografia, suas letras relatam a insanidade, o ocultismo, o mal, de uma forma que beira o niilismo.
Seu mais recente lançamento, Shadowland (2022) fechou, até então, sua melhor trinca sequencial, a qual abriu com Devil Seed (2014) e teve sequência em Feeding the Machine (2020).
Em 15/11/2026, ocorre o lançamento de seu décimo full-length, Hour of the Wolf, a fim de manter a temperatura alta de seus três antecessores. Decerto, conseguirá, pois seus singles, “Death Satellite”, “Waltz Post-Mortem” e “Walpurgis Night”, mostraram que o Wolf segue em seu melhor momento.
A maldade permanece cada vez mais assustadora, contudo com uma dose ainda maior de musicalidade de alto nível.
RAM

Se o lobo do Wolf já assusta, o bode do RAM assusta ainda mais, e esse bode é o Baphomet. Enquanto o Wolf soa pós-Heavy 80’s, o RAM, que nasceu quatro anos mais tarde na cidade de Gotemburgo, tem um pé dentro da NWOTHM, a New Wave Of Traditional Heavy Metal, movimento no qual a Suécia figura entre as escolas mais relevantes.
O debut do RAM, Forced Entry, colocou a banda no radar dos fãs de Heavy tradicional. Seu lançamento mais recente, Against (resenha Metal Na Lata) de 09/10/2026, mantém uma sequência avassaladora que vem desde Svbversvm de 2015, passa pelo conceitual Rod de 2017, assim como pelo pesadíssimo The Throne Within de 2019.
As letras relatam a morte, o ocultismo e, da mesma forma, os cataclismos apocalípticos, e invadem a cabeça dos fãs e fazem moradia definitiva por lá. Caso ainda não conheça, deguste essa amostra abaixo como aperitivo da maldade sonora do RAM:
PORTRAIT

Dentro do The Sweden Heavy Metal Hellish Trinity, Portrait é, certamente, aquela banda que traz a maldade em sua essência mais pura. O quinteto da cidade de Kristianstad / Skåne nasceu em 2005, portanto já com os dois pés dentro da NWOTHM, mesmo com temáticas líricas incomuns dentro dessa nova onda.
Seu primeiro álbum completo, que é homônimo, saiu no ano de 2008. Inicialmente, Mercyful Fate e King Diamond exerceram influência total sobre a banda, e esses dois nomes, inegavelmente, são os reis da maldade no Heavy tradicional. Entretanto, a cada novo lançamento, o Portrait encontrou sua própria personalidade forte e marcante, sem se afastar de sua essência “maléfica”.
Seu lançamento mais recente, The Host, é conceitual, e basicamente conta a história de soldados suecos que vendiam a alma ao diabo antes de partirem para as batalhas. Ainda que seja conceitual, The Host se encaixa em satanismo e trevas, os principais temas das letras do Portrait. A banda não faz tão somente crítica às religiões, mas ao sistema político e ao establishment como um todo.
E você, entre RAM, Wolf e Portrait, qual dessas maldades fez mais a sua cabeça? Enfim, o que achou do The Sweden Heavy Metal Hellish Trinity como um todo?





