Helstar – “The Devil’s Masquarade” (2025)
Massacre Records | Hellion Records Brazil
#HeavyMetal #PowerMetal #SpeedMetal
Para fãs de: Flotsam And Jetsam, Agent Steel
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
Nove anos separam “Vampiro” de “The Devil’s Masquerade”, décimo primeiro álbum da banda texana Helstar, lançado em 12 de setembro de 2025 pela Massacre Records e no Brasil pela Hellion Records. Assim como em seu antecessor, “The Devil’s Masquerade” apresenta uma sonoridade que mescla Speed, Power e Heavy Metal de forma homogênea. No line-up atual, o vocalista James Rivera e o guitarrista Larry Barragán são os únicos remanescentes da formação original do quinteto, nascido em Houston em 1981. O baterista Michael Lewis, o baixista Garrick Smith e o mais recente integrante, o guitarrista Alan DeLeon Jr., completam a formação.
A curta faixa “Avernus” serve apenas como introdução para a canção que dá nome ao álbum, “The Devil’s Masquerade”. A propósito, todas as escolhas em torno dessa composição foram acertadas — dificilmente haveria um tema mais atual para batizar a obra, nem melhor canção para abri-la. A reflexão que ela desperta é poderosa: o mal costuma se disfarçar por trás de pessoas que se dizem cheias de boas intenções, mas que buscam apenas o poder em troca.
Na sequência, “Stygian Miracles” mantém o mesmo ritmo alucinante da faixa anterior, incendiando ainda mais a audição. “Carcass for a King”, por sua vez, apresenta um andamento mais cadenciado, mas preserva o peso e a qualidade musical mostrados até aqui. É impossível não destacar a excelente forma vocal de James Rivera, que surpreendentemente soa ainda melhor com o passar dos anos.
Foi impossível ouvir “The Staff of Truth” sem lembrar de Judas Priest. Guardadas as devidas proporções, assim como Halford, Rivera é uma lenda que exala sua alma em forma de música em nome do Heavy Metal. Em seguida, o lado mais Power Metal do disco ganha força em “Seek Out Your Sins”, proporcionando mais um momento de prazer auditivo. Já “The Haunting Mirror” remete ao mestre King Diamond, não por tentativa de imitação, mas pela atitude vocal intensa — afinal, James sempre carregou consigo uma assinatura única.
“The Black Wall” abre a trinca final em altíssimo nível, ainda que o ritmo não seja tão veloz quanto o das faixas iniciais. Como já disse em outras ocasiões, os temas instrumentais frequentemente criam momentos incomparáveis em álbuns de Rock e Metal — e “Suerte de Muleta” é um desses exemplos, provando que a música pode dizer muito, mesmo sem a presença de uma voz.
“I Am The Way” encerra o décimo primeiro trabalho do Helstar com o mesmo peso, energia e excelência musical que marcam sua abertura. Larry e James, parabéns — vocês mandaram muitíssimo bem mais uma vez.





