Hevilan – Sesc Santo André, Santo André/SP (30/11/2019)

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Banda: Hevilan
Local: Sesc Santo André, Santo André/SP
Data: 30/11/2019

Texto, fotos e vídeos por William Ribas

Estamos chegando ao final de mais uma temporada de shows e o ano de 2019 foi recheado de diversas atrações internacionais, bons shows nacionais e voltas de grupos lendários. Novamente a rede Sesc proporcionou ao headbangers uma boa quantidade de apresentações de peso mostrando que é uma verdadeira realidade e boa opção para as bandas e legião de “camisas pretas”.

O grupo paulista Hevilan, marcou para a noite de sábado, dia 30 de novembro sua volta aos palcos tocando seu primeiro disco de estúdio “End of Times” e fazendo uma boa degustação para o que ainda está por vir, no caso “The Symphony of Good and Evil”, que terá o seu lançamento em 2020.

Antes do começo do show, uma coisa logo de cara me chamou bastante a atenção ao chegar na belíssima unidade do Sesc Santo André: a falta de barulho, a calmaria. Foi como se de alguma forma tivesse surgido um decreto para um eterno minuto de silencio, por parte do público e achei estranho, mas beleza, vamos ao que interessava. Ao entrar para o teatro, o segundo impacto, teríamos uma noite “vazia”, infelizmente poucas pessoas e muitos assentos disponíveis

Pois bem, poucos minutos depois do susto, a banda Hevilan adentra ao palco com uma longa introdução, mas que logo foi seguida de um massacre sonoro que era despejado aos presentes, afinal, a sequência mortal “Regenesis”, “Shades of War”. “Mino’s Call” e “End of Time”, mostram o motivo de muitas revistas especializadas terem escolhido o primeiro álbum da banda como um dos melhores de 2015.

Assistindo Alex Pasquale (vocal), Johnny Moraes (guitarra), Biek Yohaitus (baixo) e Rafael Dyszy (bateria), foi inevitável não ficar embasbacado com tanta qualidade e ‘feeling’ empregado numa só unidade sonora. Os caras simplesmente despejaram notas e movimentos ultra técnicos com uma facilidade e alegria ímpar. A apresentação seguiu com as porradas “Sanctum Imperium”, “Dark Throne of Babylon” e “Son of Messiah”. Algo extremamente positivo em que a banda apostou foi o uso de imagens, mensagens e parte das letras sendo geradas ao fundo palco, dando uma excelente combinação entre visual e sonoridade. Uma pena que muitas vezes esse “boom” foi quebrado e estragado pelo ser humano que estava mexendo na iluminação do palco, criando uma certa cegueira momentânea onde ou você não enxergava a banda pela poluição causada pela luz forte no palco, ou essa mesma “adorada” luz era jogada diretamente no público, no qual por diversas vezes vi pessoas colocando a mãos nos olhos como forma de se protegerem.

A linda e emotiva balada “Loneliness” fechou a primeira parte, que além do genial “iluminador”, teve um público morto e decepcionante, apático, sem tesão, que poucas vezes demostrava vontade. O segundo ato trouxe a primeira participação especial, Edu Falaschi (Almah, ex-Angra e outros) cantando “Rebirth” de sua antiga banda, colocando todos pra cantar (finalmente) e fazendo um dueto com Alex na nova e emotiva “Always In My Dreams”, que foi seguida da também estreante “Here I Am”, dando uma boa amostra do que estará chegando para nós no próximo ano.

As duas últimas músicas reservaram um momento histórico, um dos melhores vocalistas de toda a cena brasileira subiria ao palco para executar dois clássicos absolutos que provavelmente todo fã de Heavy Metal ama. Era chegada a hora de Mario Pastore, que com um pouco mais de cinco décadas de idade, encantou todos ao simplesmente destruir em “Painkiller” (dispensa apresentação, certo?). É incrível como o tempo fez bem ao vocalista, fazendo com sua voz e performance estejam nos tempos de adolescência.

O encerramento com “Flight Of Icarus”, do Iron Maiden ocorreu com os três vocalistas que subiram ao palco nesta noite se revezando na letra e dando números finais numa noite que teve dois extremos. Uma banda afiada, com músicos acima da média, mas que teve um público que possivelmente ainda estava cansado da Black Friday.

2020 nem chegou, mas tenho certeza que a Hevilan será um dos grandes destaques.

Setlist:

Regenesis
Shades of War
Mino’s Call
End of Time
Desire of Destruction
Sanctum Imperium
Dark Throne of Babylon
Son of Messiah
Loneliness
Rebirth (Angra)
Always In My Dreams
Here I Am
Painkiller (Judas Priest)
Flight of Icarus (Iron Maiden)

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