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Immortal Sÿnn – “Machine Men” (2018)


Immortal Sÿnn
 – “Machine Men” (2018)

Independente
#HeavyMetal , #NWOBHM

Para fãs de: Judas PriestSaxon

Nota: 3,0

Mesmo que uma banda apenas reedite algo que já foi exaustivamente copiado, se essa cópia for baseada em algum grande medalhão do passado, o ouvinte pode ter o mínimo de aceitação: clones de Iron Maiden tendem a agradar minimamente fãs de Iron Maiden; clones de Helloween agradam fãs de Helloween, e por aí vai.

Acontece que a banda americana Immortal Sÿnn, em seu último disco “Machine Men”, além de não trazer absolutamente nada autêntico, consegue apenas copiar uma certa aura do new wave of british heavy metal com um pouco mais de peso e uma qualidade ruim de gravação. Dessa forma, nem por afinidade o som da banda consegue se justificar.

O vocalista Chase McClellan não foi ajudado pela mixagem e sua voz soa sempre embolada em meio à guitarra muito aguda e o baixo. Um dos poucos momentos inspirados aparece logo no começo com as músicas “Dark Abyss” e “Strenght!”, esta com uma boa dinâmica entre peso e leveza.

Já “Metal And Blood” tem uma introdução com a bateria de Axel Berrios tentando fazer um tempo estranho, mas que acaba deixando tudo um pouco confuso e “Hatred Nation” apela para a escala menor harmônica para trazer um clima oriental e soa destoada do resto do disco.

Na reta final, “Blind Soul” começa com uma espécie de ruído e logo o baixo de Andrew Cope abre caminho para um solo lento e sentimental. Uma boa linha melódica onde guitarra limpa e distorcida são intercaladas. Isso tudo contribui para um clima de balada até interessante, mas que não tem força para salvar a audição até aqui.

Como diria o bordão do finado programa “Covernation” da MTV: “Se vai copiar, copia direito porra!”. O que vimos em “Machine Men” foi um disco completamente descartável com tímidos momentos tragáveis e uma qualidade de gravação que não ajuda em nada o desenrolar da coisa.

Gustavo Maiato

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