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Impavid Colossus – “Prologue” (2021)

Impavid Colossus“Prologue” (2021)
Wikimetal Music
#HardRock, #HeavyMetal, #PowerMetal

Para fãs de: Judas Priest, Iron Maiden, Powerwolf

Nota: 9,0

É sempre incrível ver uma banda brasileira lançar um álbum conciso, com peso e melodia de forma que agrade os fãs de vários gêneros do rock. Isso acontece com o álbum “Prologue”, disco de estreia da banda Impavid Colossus. O som da banda é uma mistura de Hard Rock e Heavy Metal com toques de Punk, Grunge e Power Metal.

A banda formada por Enrico Minelli (vocais), Marcelo Barchetta e Felipe Ruiz (guitarras), Guilherme Malanga (baixo) e Alexandre Iafelice (bateria) é de São Paulo e seus integrantes já fizeram parte de bandas renomadas no cenário nacional, como Cruz, Owl Company e Supla, tendo tocado em diversos palcos pelo mundo. Em meados de 2020 a banda lançou dois singles e desde então alcançaram a incrível marca de 200.000 streams em plataformas digitais.

Segundo os integrantes o som deles tem essa mistura de gêneros pois cada um deles curte um estilo, e quando juntaram todos no álbum a alquimia funcionou. É até difícil definir um estilo único, tendo em vista a quantidade de referências que podemos encontrar nas músicas. A qualidade do disco é impecável. A produção exibe o melhor de cada instrumento, dando o espaço certo para que cada integrante faça uma performance sólida e com a pegada certa, e a capa conta com uma arte linda, daquelas que você passa horas olhando e absorvendo os detalhes.

Esse é um exemplo de álbum onde é difícil escolher os destaques, já que cada uma delas tem ótimos momentos, mas é preciso falar de “King”. A música tem um toque épico, principalmente pelos vocais de Enrico Minelli, que tem uma mistura de Eddie Vedder e Attila Dorn, do Powerwolf, e faz com que o ouvinte escute repetidamente para poder sentir o poder que ela tem. Novamente, é ÉPICA.

“Rise and Fall” é rápida e também tem essa relação com o Powerwolf, trazendo o Iron Maiden dos álbuns mais recentes à tona, com um refrão à la Bruce Dickson e conta com um solo matador com as guitarras gêmeas de Felipe Ruiz e Marcelo Barchetta. “Home of the Brave”, que foi lançada como single, também é rápida e abre o álbum (depois da rápida intro “I”) com uma porrada, feita para bater a cabeça e cantar com os punhos cerrados no ar. A cozinha com Guilherme Malanga e Alexandre Iafelice é segura e mantem o ritmo de todas as músicas com precisão, sejam nas partes mais rápidas ou mais lentas.

“Hope”, outro single e que teve um videoclipe, é mais lenta e conta com uma letra que fala sobre as consequências irremediáveis de abuso, sejam eles físicos ou psicológicos, na vida das vítimas. A canção é forte e ficara marcada, tendo um riff que lembra muito a banda de post-punk finlandesa Grave Pleasures em sua canção “Joy Through Death” (recomendada a audição de ambas).

Como dito no início é incrível ver uma banda lançar um álbum tão forte como esse, que certamente ficara na sua lista de favoritos, e ver que o rock não está morto e que existem ótimas bandas no Brasil. Com esse primeiro álbum eles já começam a desenvolver seu som e podem até seguir nessa mistura, o que funcionou muito bem. Agora é só aguardar o retorno dos shows para ver a potência da banda ao vivo.

Lucas David

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