Ícone do site METAL NA LATA

In Domine – “The Traveler” (2026)

In Domine – “The Traveler” (2026)

Independente
#HeavyMetal #HeavyDoomMetal

Para fãs de: Sorcerer, Pink Floyd, Focus

Por: Cristiano Ruiz

Nota: 10

Nascida em 2021, na cidade de Jundiaí/SP, a banda de Heavy Metal In Domine lançou seu primeiro registro oficial, o EP Vivens En Mortis (leia aqui), no final de 2025. Em setembro de 2026, foi a vez do single “The Traveler”, uma faixa de 11min28s de duração, dividida em duas partes: “The Traveler, Pt. 1” e “The Traveler, Pt. 2”. No entanto, esse novo trabalho soa bem mais Heavy/Doom, com pitadas de Progressivo.

Atualmente, formam o In Domine os seguintes músicos: Shahim (vocal), Dennis Romera e Fernando Gebram (guitarras), Octavio Loverso (baixo) e Ricardo Mingote (bateria).

Uma viagem musical pelo Cosmos

Assim que ouço os primeiros segundos de “The Traveler, Pt. 1”, me dou conta de que essa nova composição traz uma proposta diferente do registro de estreia. O instrumental, certamente, combina com a atmosfera que a parte lírica fomenta. Enquanto um espírito viaja livremente pelo Cosmos, caminha por vários planetas e diferentes dimensões, usando o hípercubo como via de deslocamento. Alguns desses mundos sofrem com a devastação, outros com a expiação, assim como alguns estão em processo de transformação e regeneração. No caminho há luz, mas também há trevas em busca de luz.

O viajante só pode contemplar, em nada pode interferir, pois é tão somente observador. Ainda assim, como um aprendiz, absorve todas aquelas experiências para o interior de sua própria alma. Isso se sente tanto através da letra quanto da parte musical. Um híbrido de Heavy, Doom e Prog capaz de conduzir o ouvinte como acompanhante em toda a jornada. Embora estejamos em 2026, o deleite é psicodélico e parece datar da década de 70.

De volta para a casa

Após o fim dessa odisseia, enfim, é hora de voltar para casa. “The Traveler, Pt. 2”, antes de mais nada, representa nascer novamente na Terra. Mesmo que não possa se lembrar, todas aquelas experiências estão na bagagem do viajante e devem servir como ferramenta para a sua existência. A sonoridade como um todo ganhou mais peso, dinâmica e intensidade, ainda que tais alternâncias sejam sutis.

A letra e a música me fascinaram, já que temáticas espiritualistas fazem parte do meu universo subjetivo. Além disso, todos os músicos, sem exceção, foram competentes em suas devidas funções, fazendo com que o contexto holístico aflorasse o tempo todo. Em suma, fico feliz por poder analisar uma música que mexe tanto comigo.

Espero que o primeiro trabalho completo do In Domine não tarde a chegar, de preferência, me surpreendendo uma vez mais.

Sair da versão mobile