Insania – “The Great Apocalypse” (2025)
Frontiers Music
#PowerMetal
Para fãs de: Helloween, Stratovarius, Gamma Ray
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 8,0
O Insania é uma banda sueca, formada em 1992, que fez certo barulho na cena Power Metal mundial no começo dos anos 2000, com o lançamento de seus três primeiros discos, com destaque para “Fantasy (A New Dimension)”, de 2003. Após um hiato de mais de dez anos, a banda voltou à ativa em 2021, com “V (Praeparatus Supervivet)”, em uma formação bastante renovada. “The Great Apocalypse”, lançado no último mês de junho, é o sexto disco de estúdio do grupo.
A sonoridade da banda é fundada em um Power Metal bem tradicional, europeu e oitentista, com forte influência das bandas alemãs, em especial do Helloween. Logo, pode-se esperar levadas aceleradas, palhetadas abafadas, pedais duplos, refrões épicos e vocais bem agudos. O Insania passeia por todos os clichês do estilo sem nenhum pudor. Também aparecem algumas pitadas de Metal Tradicional e de Prog. Apesar da pegada um tanto batida, os suecos são muito bons no que fazem, entregando boas composições e um excelente trabalho técnico. A produção do disco também é muito boa, tornando o álbum coeso e agradável de ouvir.
O começo do álbum é arrebatador. “The Trinity” é iniciada com a famosa frase de Oppenheimer – “Now I am become death, the destroyer of worlds” – mas, apesar da intro mais sombria, se torna uma faixa alegre e rápida, um Power Metal típico. Na sequência, “Indestructible” vem mais cadenciada e com belos duetos de guitarra. Já “No One’s Hero”, terceira faixa, é de longe minha predileta. Complexa, com melodias belíssimas, um ótimo refrão e um miolo instrumental que flerta com o Prog, é um belo cartão de visita para quem ainda não conhece o Insania.
“Revolution” e a épica faixa-título, que encerra o play, também merecem destaque, arrematando um disco que, se não traz grandes rompantes de inovação ou criatividade, vem pronto para agradar os fãs de Power Metal.





