Into Eternity – “The Sirens” (2018)
Independente
#ProgressiveMetal, #MelodicDeathMetal
Para fãs de: Arch Enemy, Opeth, Scar Symmetry
Nota: 5,5
Surgida no Canadá no final da década de 90, o Into Eternity ganhou alguma notoriedade na cena metálica mundial ao revelar para o mundo o atual vocalista do Iced Earth, Stu Block, e que aqui aparece como convidado especial fazendo alguns backing vocals e outros vocais de apoio. Quem acompanhou o trabalho dele por lá sabe que sua voz pouco tem a ver com o que faz de forma brilhante na banda liderada pelo perfeccionista Jon Schaffer. Se no Iced Earth Stu é uma máquina com vocais potentes que vão do agudo ao grave sem delongas, no Into Eternity se limitou quase sempre a cantar de forma ríspida, ora aberta ora gutural, sempre companhando os vocais o líder/guitarrista da banda, Tim Roth, fato esse que limitou muito sua performance e impossibilitou que o mesmo pudesse mostrar ao mundo de forma mais efetiva seu indiscutível talento. Não é a toa que era o homem certo para substituir o excepcional Matthew Barlow no Iced Earth.
Cinco anos após a saída de Block, o Into Eternity ressurge das cinzas e solta o discutível “The Sirens”. Guardadas as devidas proporções, a banda fez aqui mais ou menos o que fez o Metallica no controverso álbum “St. Anger”, ou seja, deu vários passos atrás na carreira soltando um disco que parece ter sido gravado por uma banda amadora; gravação e mixagem ruins, bateria sem pegada, tudo aqui parece mecânico e sem vida, gravado em uma mesa simples com poucos recursos, tudo o mais rudimentar possível.
A adição da soprano Amanda Kiernan ao time deu à banda um ar renovado, uma mutação sonora considerável, porém em conjunto com a já citada gravação precária não foi o bastante para que o resultado final fosse dos mais animadores. A faixa título, que abre o trabalho, já dá a devida dimensão do que vem pela frente, algo que não consegue emplacar. Uma pena ver a pedrada “Sandstorm” e a épica “Devoured by Sacropenia” serem tão mal aproveitadas. Se a qualidade da gravação fosse melhor, ambas seriam fantásticas de se ouvir e poderiam estar em qualquer um dos álbuns do Arch Enemy, por exemplo, pois são estupendas.
Para uma banda que fez parte do cast de uma gravadora do porte de uma Century Media, a banda poderia e deveria ter feito algo mais profissional. Não se tratam nem de detalhes, aqui estamos falando do “basicão” mesmo! Que a banda repense seu caminho para seguir adiante, já que em seus álbuns anteriores mostraram que sabem de uma forma muito melhor. Só nos resta crer e torcer para que o façam nos próximos trabalhos pois a banda tem gabarito de sobra para isso, pois em suas fileiras temos músicos beirando a genialidade.
Mauro Antunes
