
Jack Slamer – “Jack Slamer” (2019)
Nuclear Blast
#Rock, #ClassicRock, #StonerRock
Para fãs de: Rival Sons, Monster Truck, DeWolff
Nota: 9,0
O Jack Slamer se isolou do mundo — mais precisamente na pequena Lahr, na Alemanha — nas duas semanas que levou para aprontar seu disco autointitulado. Entre uma gravação e outra, conduzidas por André Horstmann (All Saints, Rod Stewart), cozinhavam, jogavam cartas ou tomavam uma gelada no pub local. Deste clima de irmandade e “compromisso descompromissado” surgiu o que considero o melhor trabalho do quinteto.
Desde 2006, o Jack Slamer apresenta um classic rock a la Wolfmother e Rival Sons sem a pretensão de soar como o Led Zeppelin da presente geração. A proposta se mantém firme neste terceiro álbum, repleto de riffs gordos e dos drives valvulados típicos de quem reconhece o valor das timbragens de antigamente. A bateria soa estrondosa — confira na stoner quase tribal “Red Clouds” — e o vocalista Florian Ganz canta como um Andrew Stockdale aprimorado, mais entregue às interpretações e mais imerso no todo. A competência é invariável, por mais variada que seja a canção: tanto a sabática “The Shaman and the Wolves” quanto “Secret Land” (um lance meio Deep Purple, só que mais arrastadão) têm resultados positivos.
Na reta final, as faixas extras “Honey & Gold” e “Burning Crown”, produzidas por Tommy Vetterli (69 Chambers), revelam uma faceta mais contemporânea da banda. Com vocais sobrepostos em camadas e todo um invólucro mais século 21, não duvido nada que sirvam de norte para futuros trabalhos. Mas antes que o seu desconfiômetro apite e um inflamado discurso de rejeição tome forma na sua garganta, saiba que ambas as músicas são ótimas, apesar de bem parecidas. Portanto, não ‘priemos cânico’.
Marcelo Vieira





