Jacker’s e Murphy Monkeys – Little Darling, São Paulo/SP (24/06/2017)

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Jacker’s e Murphy Monkeys
Local: Little Darling, São Paulo/SP
Data: 24/06/2017

Antes de iniciar a resenha farei uma breve explicação. É de conhecimento de todos que acompanham a página que não fazemos resenhas de shows de bandas cover, mas como fomos convidados pelos músicos e a casa é reconhecida e tradicionalmente toca a acolhe bandas de Rock mas que recentemente mudou de endereço, resolvemos usar o convite e o espaço oferecido para “visitar” e conhecer a nova Little Darling. Bom, vamos à resenha!

A noite começou comigo e a patroa comendo uma pizza dentro do carro. Que sorte ter uma companheira que topa essas “roubadas”. A minha ansiedade sempre me colocou em muitas destas roubadas. A noite tinha um presságio de que seria uma roubada, mas…

Entramos na casa sem qualquer dificuldade e atendidos com muita presteza por todos os funcionários que encontramos no período do evento. A primeira banda da noite foi a Murphy Monkeys, que sobe ao palco as 23:15. Composta por duas integrantes femininas uma na guitarra e outra na voz, interpretaram músicas de bandas que possuem mulheres no vocal, como Joan Jett and the Blackhearts (“I Love Rock N’ Roll”), Pat Benatar (“Hit Me With Your Best Shoot”), Alannah Myles (“Black Velvet”), passando por Alanis MorissetteAmy WinehouseLady Gaga e Cindy Lauper. A banda é muito talentosa, tem boa presença de palco e fizeram o que deveriam fazer, tocaram bem e agitaram os presentes.

A banda Jackers entrou no palco faltando cinco minutos para a uma da manhã. Alax William e cia., sem delonga iniciam o show com uma dobradinha do Bon Jovi, “It’s My Life” e “Living on a Prayer”, desfilam uma grande quantidade de músicas inesperadas, como “I Wanna Know What Love Is” do Foreigner, “Broken Wings” do Mr. Mister, “Separate Ways” e “Don’t Stop Belive” do Journey, “Cult of Personality” do Living Colour e “Power of Love” do Huey Lewis and the News (lembra, aquela música do filme “Back To the Future”?), ou aquela do filme Top Gun “Highway To The Danger zone” do Kenny Loggins, lembra? Enfim várias músicas que não são tão usuais de se escutar hoje em dia.

Gostaria de dizer algumas palavras sobre o evento, algumas tristes, outras alegres, vamos para as tristes, assim acabamos esta resenha em alto astral. Haviam pouco mais de 50 pessoas na casa, contando com os funcionários, pena! Eu sei que era o mesmo dia do show do King Diamond, mas com certeza o público do show do King não era, única e exclusivamente, o mesmo do que frequenta a casa.

As palavras de alegria vão para o som da casa, fazia muito, muito, muito, muito, mas muito tempo mesmo, que eu assisto a um show onde consegui ouvir TODOS os instrumentos claramente, com perfeição eu diria. E isso ocorreu para ambas as bandas. Parabéns para a casa e para o técnico de som, eu até falei com ele pessoalmente, mas fica aí os meus parabéns públicos. E para finalizar, o talento de todos os músicos que tocaram, em especial para Alax William, o cara interpretou todos os vocalistas das bandas que ele fez o cover, parecia que ele tinha todos os vocalistas originais morando dentro da sua garganta, inclusive o Freddie Mercury (eles tocaram “Show Must Go On”), parecia que Mr. Freddie ressuscitou e veio tocar no Little Darling.

O saldo final foi de uma bela noite de diversão para quem foi. E tomara que a casa abra as portas novamente para bandas autorais. Obrigado pelo convite e pela noite de música e de várias lembranças dos tempos de escola e da adolescência.

Mauro B. Fonseca

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