Joe Satriani – “Surfing With The Alien” (1987) (Relançamento/2020)

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Joe Satriani “Surfing With The Alien” (1987) (Relançamento/2020)
Epic Records
#InstrumentalRock#Rock

Para fãs de: Steve VaiJohn PetrucciEric Johnson

Nota: 10

Dá para contar nos dedos (talvez de uma só mão) o número de guitarristas que você consegue reconhecer em uma audição às cegas, logo nas primeiras notas, tamanha a originalidade e musicalidade única desses gênios das 6 ou 7 cordas. Joe Satriani é um desses que elevou o rock instrumental a outro patamar e sua obra mais aclamada, o inigualável disco “Surfing With The Alien”, acabou de ser relançada, e para alegria dos guitarristas de plantão, a nova versão conta com um segundo disco sem os solos, apenas com o acompanhamento instrumental, para você (pelo menos tentar…) tocar junto e ser “Satriani por um dia”.

Mesmo que você não escute o disco com o intuito de tocar junto, é muito divertido ouvir essas novas roupagens das músicas, dando espaço para ouvir detalhes como toda a beleza e sofisticação de “Always With Me, “Always With You” e “Circles” ou a energia arrebatadora da faixa-título ou de “Crushing Day”. Já em “Satch Boogie” é possível ficar mais atento nas linhas de baixo e a guitarra base é tão bem pensada que praticamente funciona por si só, sem depender da melodia principal ausente. As descobertas são muitas nesse novo formato.

“Surfing With The Alien” é um marco no rock instrumental e consolidou a carreira do então iniciante Joseph “Joe” Satriani ainda em 1987. Agora, três décadas depois, o tempo se encarregou de consagrar sua genialidade e essa versão sem solos, ironicamente, só faz ratificar o seu talento, pois dá margem para o ouvinte se atentar para os outros instrumentos e perceber que a música de Satriani vai além de sua própria guitarra e o grande segredo não é sua técnica de ligados perfeita ou seus bends de outro mundo. A magia, caro guitarrista, está na composição como um todo, que é a música em si e mesmo que uma de suas partes esteja faltando, sua música sempre estará inteira.

Gustavo Maiato

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