John Sloman – “Dark Matter” (2003)
Majestic Rock
#HardRock #FunkHardRock #ProgRock #ClassicBluesRock
Para fãs de: Gary Moore, Uriah Heep, Lone Star
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,5
Dark Matter é o segundo disco solo do vocalista, guitarrista e tecladista galês John Sloman (ex-Uriah Heep, ex-Lone Star, ex-Gary Moore). Seu lançamento aconteceu no ano de 2003. Tal registro encerrou um hiato de catorze anos, desde o debut Disappearances Can Be Deceptive… que, embora tenha sido gravado entre os anos de 1984 e 1985, só saiu em 1989.
Introduzindo John Sloman, um talentoso galês
Nascido em 26/04/1957, em Cardiff/País de Gales, John Anthony David Sloman teve uma carreira musical recheada de talento, técnica e feeling. No entanto, infelizmente, ele nunca recebeu o devido reconhecimento.
Em primeiro lugar, John teve algum destaque como vocalista da banda galera Lone Star, na qual também atuava Paul Chapman (ex-UFO). Em seguida, substituiu John Lawton no Uriah Heep, gravando seu décimo quarto full lenght, Conquest.
Logo após deixar o Uriah Heep, apesar de não receber os créditos, gravou os teclados de The Wild, the Willing and the Innocent do U.F.O.
Enfim, atuou como vocalista e tecladista na banda de Gary Moore, em um formação que tinha: Neil Murray (baixo), Don Airey (teclado) e Ian Paice (bateria). Nessa passagem pela banda de Gary Moore, participou da gravação do ao vivo Rockin’ Every Night – Live in Japan.
Dark Matter, uma viagem ao universo do Hard, do Prog, do Funk e do Blues Rock.
Assim que a audição de Dark Matter começa, “Humankind” mostra que não é apenas mais um disco qualquer. Johh Sloman, inegavelmente, traz em sua voz as melhores referências musicais da década de 70. Seus timbres soam no mesmo alto nível do melhores vocalistas de suas época, ainda que pouca gente tenha se dado conta disso.
“New Day” faz lembrar daquele Funk/Hard Rock do Trapeze. Aliás, sua voz lembra a de Glenn Hughes em alguns momentos, fato que só transforma o que já é ótimo em excelente. Seguindo a mesma vibe, a fantástica balada Joe Public torna a audição ainda mais quente.
Sloman, da mesma forma, segue dando um show de interpretação com sua linda voz. “Room at the End of the Hallway” é mais uma linda balada, porém, ao contrário de sua antecessora, segue uma linha mais romântica de Blues.
John Sloman, a mesma voz com várias entonações distintas
Sloman mostra mais alternâncias de sua incrível voz em “Rage of the New Age”, que, mesmo que diferente das anteriores, também é balada.
Atenção, essa sequência de baladas poderia tirar o incentivo da audição, mas garanto que a alta qualidade musical não deixa que nada se torne enfadonho em momento algum.
Antes que eu me esqueça, não é só a voz de John que é razão para elogios, já que os seus riffs são sedutores e com uma riqueza considerável de variações. “Weatherman” é uma das provas do que acabo de afirmar, uma faixa com a alma Prog/Hard 70’s, uma das minhas favoritas.
A sutileza musical e o feeling inesgotáveis
“Rose Without a Thorn” é a quarta balada do track list de Dark Matter e, assim como as demais, faz com que nada soe uma repetição constante de fórmula. Em suma, a sutileza musical e o feeling parecem mesmo inesgotáveis.
Na sequência, quase chegando ao fim, “Really Don’t Want to Know” é cheia de suspense e, ao mesmo tempo, totalmente psicodélica. Completamente mergulhada em uma espécie de Depressive Prog Rock, essa música vai ganhando intensidade e peso com o passar de sua duração.
No início de “Jammin’With Jesus”, parecia que ela seguiria a mesma vibe da faixa anterior, entretanto, a variação vocal a conduziu para diferentes caminhos menos sombrios. Ainda assim, é inegável que nem todo o disco segue aquela aura 70 e o artista não se fechou para tendências mais modernas.
Dream a Dream
Não havia um forma melhor de encerrar esse trabalho que uma balada. Assim sendo, “Dream a Dream” mistura um pouco de Classic/Rock e AOR, fechando o segundo trabalho solo da carreira de John Sloman com mesma alta qualidade com a qual ele iniciou.
Posteriormente, em 2016, o álbum foi relançado com mais duas canções, “Fool’s Gold” e “Milk It”. Entre as duas, destaco a pesada “Milk It”, que parece mais moderna, mas cabe com excelência no contexto da obra.

