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KAT – “Death is not Enough” (2026)

KAT – “Death is not Enough” (2026)

Logosound
#ThrashMetal #HeavyMetal

Para fãs de: Metallica, Iron Angel, Sabbat

Por: Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

A banda polonesa de Thrash Metal KAT enfim lançou o décimo primeiro álbum completo de sua carreira, Death is Not Enough, em 23/10/2026 pelo selo Logosound. O sucessor de The Last Convoy chegou, portanto, pouco mais de seis anos após seu lançamento.

Embora o KAT tenha iniciado suas atividades em 1979, seu debut Metal and Hell só chegou sete anos depois. A princípio, sua sonoridade era Heavy/Speed com letras satânicas como na chamada primeira onda do Black Metal. No entanto, a partir de seu terceiro disco, Oddech wymarłych światów, eles assumiram o Thrash Metal como subgênero.

Atualmente, o guitarrista Piotr Luczyk (único membro remanescente da formação original), o baixista Harris, o baterista brasileiro Pedro Tinello (ex-Almah) e o também brasileiro vocalista Guilherme de Siervi compõem seu line-up.

Um soco polono-brasileiro destruindo os tímpanos

Assim que a audição de Death is Not Enough inicia, seu primeiro single “Waging War” é daquelas introduções “voadora na porta” que os fãs de Thrash tanto cultuam. Ou seja, um soco polono-brasileiro destruidor de tímpanos.

Quando assisti a esse videoclipe pela primeira vez, ainda que eu não soubesse da brasilidade do frontman e do baterista, gostei deles de cara por conta dessa performance. Em suma, excelente faixa de abertura

Em seguida é a vez de “Taste of Pain”. Ela é mais cadenciada que sua antecessora, mas fomenta um clima épico irresistível. O trabalho de guitarra de Piotr Luczyk é o seu destaque absoluto, tanto nos riffs quanto nos solos, representando a força primordial da música do KAT, desde que sua discografia abriu as portas em 1986.

“Dark River”, a qual também serviu de aperitivo para Death is Not Enough, nas primeiras audições parecia uma continuação de sua antecessora, porém com o tempo se mostrou mais intensa.

Um núcleo hipermassivo em plena expansão sonora

Com 7m04s de duração, dedilhados introduzem “Haunted by You”, conduzindo a mente direto aos 80’s, salvo pela bateria de Pedro Tinello, a qual beira o extremo em alguns momentos. Quando uma power ballad flerta com elementos de Thrash é impossível não associar o resultado final a Metallica, mesmo que se saiba que nada tem realmente a ver. Antes que eu me esqueça de deixar claro, é uma excelente canção.

O Thrash reassume seu trono logo depois em “Fiery Desires”. A química entre os músicos, pelo menos em estúdio, fica explícita à medida que as audições se repetem. Guilherme de Siervi me impressiona bastante, já que ele mostra técnica de voz e agressividade ao mesmo tempo, tudo na proporção que demanda a música. Da mesma forma, “Burn It Down” traz a pegada dominante da obra, o Thrash mais arrastado, mas pleno de peso. Afinal de contas, assim já era em outra era do KAT.

Eis que chegou minha favorita do disco, “Looking for a Fight” é certamente a composição mais rica de elementos de Death is Not Enough. Ela mescla Technical Thrash, Heavy e alguns ingredientes que beiram o Prog. Em outras palavras, misturando na mesma receita: Metallica, Megadeth e Judas Priest.

A trinca final infernal

“Falling into Darkness” é mais uma power ballad fantástica, entretanto, me lembrou mais o estilo Megadeth que Metallica dessa vez. Para evitar interpretações equivocadas, sobretudo, devo dizer, KAT sempre soou como KAT, por isso teve seu destaque na Europa na década de 80. Contudo, é impossível não me dar conta de algumas referências, isso é parte da visão do redator. O baixo de Harris, cujo nome verdadeiro é Adam Jasiński, trabalha em sincronia impecável com a bateria.

Aproveito a fantástica Speed Metal “Soulless Liar” para dizer que noto que as guitarras dobradas desse disco soam fabulosas. Tanto que acredito que Piotr e Guilherme são os responsáveis pelas duas linhas que se complementam. Apesar de não haver menção disso nos créditos, de Siervi é multi-instrumentista além de excelente vocalista. Mas não passa de suposição minha.

Death is Not Enough se encerra com “Devil”, mais um agradável híbrido de Heavy e Thrash, com uma temática primordialmente KAT. Será uma celebração aos 40 anos de lançamento de Metal and Hell ou será puro acaso sem deliberação alguma? O que importa é o excelente resultado, já que é isso que o fã de KAT, Thrash Metal, Heavy Metal e de boa música sempre espera. Dessa forma, indico essa audição simplesmente aos fãs de música bem composta e bem tocada.

Gratuluję KAT z okazji Twojego znakomitego, jedenastego albumu. Pamiętam, kiedy odkryłem Cię dzięki Oddech wymarłych światów, więc jestem dumny, że napisałem tę recenzję!

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