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Kataklysm – “Waiting for the End to Come” (2013) (Relançamento 2025)

Kataklysm – “Waiting for the End to Come” (2013)
(Relançamento 2025)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #DeathCore #MelodicDeathMetal

Para fãs de: Decapitated, Soilwork, Dark Tranquillity

Texto por Will Menezes

Nota: 8,0

Em uma carreira que evoluiu de forma lenta e natural das raízes do metal extremo para o death melódico, “Waiting for the End to Come” representa um dos esforços mais honestos do Kataklysm na consolidação desse tipo de som. O décimo segundo álbum dos canadenses não traz grandes inovações, mas se destaca pela produção e execução — pilares firmes que sustentam um bom disco (além de uma belíssima capa, vale mencionar).

Boa parte do trabalho entrega exatamente o que se espera: death metal melódico técnico, bem executado, com os tradicionais momentos de intensidade avassaladora que caracterizam o grupo desde os anos 1990. Esse cuidado se reflete especialmente na mixagem e masterização, conduzidas por Zeuss, profissional renomado por seus trabalhos com bandas como Hatebreed e All That Remains. O equilíbrio alcançado é notável: o som mantém sua brutalidade sem sacrificar as harmonias, permitindo que todos os instrumentos se destaquem de forma clara e audível.

A faixa de abertura, “Fire”, já demonstra que o Kataklysm não perdeu sua brutalidade, abrindo o álbum com velocidade e ferocidade em uma excelente composição. O disco é relativamente homogêneo, equilibrando peso e melodia — algo que parece ter sido o principal foco da banda na época — e sua execução técnica é impecável. Os destaques ficam para “If I Was God… I’d Burn It All” e “Kill the Elite”, retratos precisos dessa fase do grupo.

Entretanto, para os ouvintes familiarizados com a sonoridade dos canadenses, pode surgir a sensação de “já ouvi isso antes?”. É um álbum que reforça uma identidade já consolidada, mas não chega a redefinir o Kataklysm. Ele brilha mais pelo refinamento e pela precisão técnica do que pela reinvenção. Se você aprecia a banda ou o gênero, a audição é mais do que recomendada — talvez não vá marcar seu repertório mental, mas certamente não serão 48 minutos desperdiçados.

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