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Killswitch Engage – “Live at Palladium” (2022)

Killswitch Engage“Live at Palladium” (2022)
Metal Blade Records
#MetalCore, #MelodicMetalCore

Para fãs de: Light the Torch, As I Lay Dying, Trivium

Nota: 9,5

“Se a vida te der limões, faça uma limonada”. Clichê clássico com uma característica clássica: fácil de falar, mas difícil de fazer. Então é realmente satisfatório ver a lição sendo posta em prática. Após o lançamento de um álbum de estúdio muito bem recebido em 2019, o “Atonement”, o Killswitch Engage teve que lidar com o mesmo problema que o restante das 7 bilhões de pessoas do planeta em 2020: a pandemia do SARS-CoV-2 e suas implicações. Com uma turnê interrompida, shows adiados para além de qualquer previsão e a triste volta para casa, o KSE tomou uma decisão de coragem: retornar ao The Palladium, em Worcester, terra das gravações do incrível álbum ao vivo “(Set This) World Ablaze” de 2015, e gravar uma nova apresentação por streaming, em plena pandemia, sem público presente, que se tornaria um CD/vinil duplo. Ousado, arriscado, mas convenhamos: é do Killswitch Engage que estamos falando aqui.

O resultado é tudo o que poderíamos esperar dos titãs do Metalcore. O show foi composto por duas partes. A primeira se tratou da execução na íntegra do então recém-lançado “Atonement”, iniciando com a faiscante “Unleashed”, e emendando pedrada atrás de pedrada. A qualidade das performances apenas ressalta as excelentes composições do último trabalho, com holofotes para “Signal Fire” (que infelizmente não pôde contar com a participação de Howard Jones, como ocorreu nas turnês ao lado do Light The Torch). A segunda parte foi um afago no coração dos fãs, com a execução também integral do primeiro álbum autointitulado, “Killswitch Engage”, de 2000. A banda foi feliz na escolha, pois a junção do primeiro e do mais recente álbum em uma compilação ao vivo trouxe um escopo da majestade da banda no gênero. É possível notar crescimento, amadurecimento e evolução nas composições e musicalidade, mas sem perder suas características venais: peso, agressividade, melodia, temperados por uma excelente instrumentalidade.

O KSE eternizou seu Alfa e (então) Ômega em um show excelente, digno dos grandes festivais, com energia e presença. Mesmo executando para fãs em plataformas digitais, e sem o calor do acompanhamento das vozes e gritos do público, a banda dá o sangue no palco, com uma performance impecável, e produção excelentes. É possível notar pequenos sinais de desgaste e cansaço na voz de Jesse, mas nada que comprometa um produto final majestoso e digno da admiração dos fãs. Mais uma bola dentro dos gigantes do Metalcore.

Will Menezes

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