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King’s Call – “ShowDown” (2017)


King’s Call
 “ShowDown” (2017)
Lions Pride Music
#MelodicHardRock

Para fãs de: Black Star RidersIngloriousJaded Heart

Nota: 8,5

Terceira banda com “King” no nome que recebo para resenhar em abril — será que já posso pedir música no Fantástico? —, o King’s Call é o que se pode chamar de multiétnico: o chefão, o guitarrista que também canta Alex Garoufalidis, é alemão de sangue grego. Já o baixista Andreas Kramer é alemão nativo. O batera Asec Bergemann, do Azerbaijão, completa o trio. Sentiu falta de alguma coisa? Sim, o vocalista, é obvio! E aí, meu amigo, é mais um gol da Alemanha: o cantor convidado neste “ShowDown” é ninguém menos que Michael Bormann, que fez história no Jaded Heart (1990-2004) e quebrou galho para nomes como Bonfire, Silent Force e Zeno. Outro que faz participação especialíssima é o veterano tecladista Tony Carey, que, entre um milhão de participações, tocou em “Rising”, a obra-prima do Rainbow lançada em 1976.

“Who Am I” abre o trabalho com notas de Thin Lizzy — coisa que se repete levemente em “S.O.S.”, apesar do início levemente atmosférico que remete a uma “Highway Star” espacial. A faixa título, por sua vez, lança mão de uma introdução a la Mark Knopfler antes de seu poderoso riff explodir nos alto-falantes. O terreno das mid-tempo é explorado na ultracadenciada “Principles of Love”, que, pontuada por um baixo tão poderoso quanto elementar e contando com um refrão que parece extraído de um hit de Gino Vanelli, está entre os destaques. A saideira fica por conta da acústica “Hope”, um respiro de Tom Petty após a acelerada “Cry on the Wind”, que não satisfeita em ser a melhor do álbum, se estabelece — ainda que tardiamente — entre as melhores músicas do Melodic Hard Rock de 2017.

Vale ressaltar que “ShowDown” foi produzido, mixado e masterizado por Chris Tsangarides, no que foi um de seus últimos trabalhos. Ou seja, além da qualidade musical fantástica, o arremate sonoro é na medida para os ouvintes mais exigentes e apegados a minúcias técnicas. Atenda ao chamado agora mesmo!

Marcelo Vieira

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