Korpiklaani – “Jylhä” (2021)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#FolkMetal, #VikingMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Skyclad, Finntroll, Blind Guardian
Nota: 10
E aqui estou eu trazendo para vocês mais uma resenha, desta vez dos vikings cachaceiros do Korpiklaani.
O som desses finlandeses sempre foi bem característico, aquele folk metal com muitos instrumentos familiares ao estilo (rabeca, acordeom, flauta, etc…) bem pesado, melodioso, com letras que transitam entre contos folclóricos, bom humor, cachaça – já fizeram música homenageando a caipirinha – e de vez em quando assuntos mais sérios. Além é claro, de um clima EXTREMAMENTE festivo. Duvido você ouvir alguns sons desses caras sem bangear ou ao menos bater o pé ou a cabeça.
E aqui em Jylhä (que quer dizer “Áspero”, em português) não é diferente, os caras estão com tudo que sempre apresentaram em seu som durante sua carreira presente aqui. Porém, apesar do título, notei uma boa “lapidada” nas canções, além de variações muito interessantes que enriqueceram ainda mais o som dos caras, que está mais agradável e de fácil audição do que nunca.
Dois detalhes curiosos que gostaria de comentar com vocês: Primeiro que eles cantam em finlandês, que para nós brasileiros às vezes soa mais ou menos como uma criança tentando falar suas primeiras palavras e chega a ser um pouco engraçado em alguns momentos, e segundo que escrever sobre a banda, seus integrantes e suas músicas é uma boa oportunidade para utilizarmos trema novamente, uma vez que foi abolido da nossa língua. Bem, idiotices à parte, vamos ao disco!
“Verikoira” já abre o trampo mostrando um certo amadurecimento no som do Korpiklaani. Muitas mudanças de andamento, vocais mais elaborados e relativamente longa (seis minutos) para a média de duração das canções da banda, sempre em torno de três, no máximo quatro minutos.
Quando os acordes de acordeom de “Niemi” começam, é difícil ficar parado, a música transmite uma energia e alegria fora do comum. Ótimas melodias e em alguns momentos trazem algo de Blind Guardian aos ouvidos.
A citada variedade começa aqui em “Leväluhta”, que tem trechos com uma levada meio Reggae(?!?) e pasmem, funciona. Uma das melhores do disco.
“Mylly” e “Tuuleton” mostram uma boa versatilidade vocal de Jonne Järvelä, que realmente está cantando bem mais nesse disco, e a banda desfila harmonias de muito bom gosto.
Após uma cadenciada com o trio “Sanaton Maa”, “Kiuru” (onde as linhas de batera de Samuli Mikkonen se destacam) e “Miero”, o ritmo volta a acelerar em “Pohja” e “Huolettomat” com aquela levada que provavelmente faria muito sucesso entre bangers durante uma Oktoberfest da vida.
Já em “Pidot” temos uma levada meio western, com direito a banjo! Bem dançante, é mais uma surpresa e que funciona muito bem, com o título apropriado (Pidor quer dizer Celebração) pelo seu clima festivo.
“Juuret” soa um pouco mais “sóbria”, depois de tanta música festiva e experimental temos aqui um metalzão com riffs pesados e ditando um ritmo mais arrastado além de coros que novamente nos remetem a Hansi e sua turma e encerra o trampo com maestria.
Como usual, o Korplikaani nos presenteia com seu metal festivo sendo “Jylhä” (mais) um disco muito acima da média na já prolífera discografia da banda. Ótimas composições, melodias fáceis de se gostar e tudo de muito bom gosto. A capa espetacular é até meio redundante citar, pois o grupo sempre contou com capas magníficas do artista e também músico finlandês Jan “Örkki” Yrlund.
Seu Folk Metal nos traz uma sensação de felicidade, vontade de festejar e simplesmente se divertir entre amigos.
Em tempos sombrios como estes que passamos, pequenas sensações de alegria e esperança como a música que “Jylhä” inspira são MUITO bem vindas. Obrigado, Korpiklaani.
Thiago Barcellos
