Kreator – “Krushers of The World” (2026)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#ThrashMetal #HeavyMetal
Para fãs de: Destruction, Sodom, Testament
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Chegando ao seu 16° álbum e com mais de 40 anos de carreira, o Kreator se mantém firme em sua missão de espalhar o Thrash Metal teutônico pelo mundo e “Krushers of The World” não é um nome escolhido ao acaso: a banda quer dominar e destruir tudo com riffs rápidos, blast beats e solos frenéticos.
O novo álbum segue os passos do anterior, “Hate Über Alles” (2022), com Mille Petrozza e companhia mantendo o peso, a sujeira característica do gênero, porém com a produção cristalina que destaca todos os elementos, além da modernidade, já presente no disco de 2022, seja na produção, seja nas variedades de riffs e em um som mais “na cara” que até pode acender um alerta na cabeça dos fãs, mas que não compromete o resultado final.
Abrindo os trabalhos temos “Seven Serpents”, uma pancadaria rápida com ataques de guitarra frenéticos de Petrozza e Sami Yli-Sirniö e uma bateria potente de Jürgen “Ventor” Reil que entrega blast beats, viradas e batidas explosivas. A faixa tem um momento mais lento, com um refrão feito para ser gritado junto à banda, um solo extremamente melódico e afinado, além de um “pós”, com um coral se juntando à banda e entoando alguns sons que deixam tudo mais épico. “Satanic Anarchy” vem na sequência com uma pegada de Thrash Metal moderno, sendo ainda mais pesada nos riffs e na bateria, com o baixo de Frédéric Leclercq dando uma camada a mais de peso junto a bateria, além de um refrão que fará muito sucesso ao vivo. Ela ainda possui um dos melhores solos do álbum, com melodia e fritação na medida certa, deixando você com “stank face” na hora. Essa é uma das faixas que dita o peso do disco, que faz você aumentar o volume e bater cabeça como se não houvesse amanhã.
A faixa-título tem um andamento mais lento, apostando mais no peso e com um refrão poderoso, que faz jus ao nome e dominará os setlists nos próximos shows, contando também com um solo incrível. “Tränenpalast” chega como uma homenagem ao filme Suspiria, de Dario Argento, com uma levada mid-tempo e com a participação da vocalista Britta Görtz (Hiraes) que adiciona uma sujeira e agressividade à faixa. Os vocais alternados e os gritos de Görtz em determinados pontos destacam a faixa entre as demais por terem o toque de modernidade já mencionado.
“Barbarian” aumenta o ritmo novamente, avançando em um ritmo frenético e soa mais pesada, mais rápida e melódica, fatores mais presentes aqui do que qualquer outra música do Kreator nos últimos tempos. Da mesma forma, “Blood Of Our Blood” mostra a banda de Petrozza em sua forma mais vigorosa e insana, com tempos furiosos e níveis surpreendentes de agressividade se combinando para destilar riffs afiados como navalha e um solo insano de Sami Yli-Sirniö.
Próximo do fim, “Psychotic Imperator” traz uma dose a mais de caos e toques de Thrash-prog que encaixam muito bem, mostrando uma banda afiada e certa de seu poder em entregar passagens com corais, velocidade insana e até um breakdown que precede um solo hipnotizador.
Mesmo com tantos anos na estrada, o Kreator ainda é uma máquina de criar hinos do Thrash Metal, mostrando estar em excelente forma. A banda não mudou os parâmetros, nem apresentou a revolução de um gênero, porém “Krushers of The World” manteve acesa a chama do metal e se apresenta como mais um trabalho digno da discografia dos alemães.

