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Letters From The Colony – “Vignette” (2018)


Letters From The Colony
 – “Vignette” (2018)

Nuclear Blast
#ThrashMetal#AlternativeMetal#MetalCore

Para fãs de: The SleeperOpethIn FlamesArch Enemy

Nota: 9,0

Mais um expoente saindo de terras escandinavas. Malmsteen e Opeth desfilam entre os que trouxeram algo novo paro mundo da música, um ângulo diferente, uma forma singular de enxergar o “Rock”. A banda Letters From The Colony lança seu primeiro álbum e parece estar começando a construir algo nesse caminho.

Pesado ao extremo, com riffs muito bem estruturados e complexos, mas sem perder a essência ou parecer forçado, as faixas vão passando e vão sendo devoradas pelo ouvinte com facilidade. Bem interessante o trabalho de texturas sonoras, tanto nos acordes, com a utilização de tensões específicas utilizadas em “Jazz”, quanto em alguns efeitos de guitarra e sintetizadores trazendo uma atmosfera viajante e psicodélica em alguns momentos criando um toque diferente na audição. Bem legal, também, o fato de que as guitarras, em boa parte dos arranjos, tocarem coisa diferentes.

Compassos compostos são bem vindos ao álbum de um modo geral. Em “Sunwise” a alternância de compassos acontece o tempo todo, sempre de forma muito criativa e orgânica.

A quarta faixa, “This Creature Will Haunt Us Forever”, dá uma quebra no clima pesado com seus menos de dois minutos trazendo um sentimento de contemplação. Um rápido descanso entre a porradaria que passou e a que esta por vir.

Importante destacar a excelente qualidade dos músicos. Nota-se claramente que as músicas são de difícil execução e ainda assim os riffs são claros, nítidos e de fácil compreensão por conta, também, da ótima mixagem e produção precisa. Falando em mixagem e produção, ambas foram capazes o suficiente de manter forte a cola que une o grupo, a qualidade das músicas e dos arranjos da própria banda.

A sexta faixa, “Terminus”, resume um pouco as facetas da banda, pois tem riffs pesados, utilização de texturas e camadas sonoras diferentes e acaba com dedilhado de guitarra introspectivo de mais de um minuto que nos dá uma sensação de fim de ciclo, de término como diz o próprio nome da música.

Destaque para a excepcional e praticamente instrumental faixa título que com doze minutos de muitas variações de clima, mudanças de compasso e andamento, com inserções vocais em alguns momentos específicos dando a impressão de que a voz é utilizada para ligar fragmentos, partes instrumentais que eram distintas antes e que, depois de colocarem a voz, se transformaram em uma só música, coesa e fechada. Mais um ponto para a criatividade dos suecos que parece ser infinita.

Quem curte som “Progressive Extreme Metal” vai ouvir com gosto.

Rafael Lobo

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