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Light The Torch – “Revival” (2018)


Light The Torch
 – “Revival” (2018)

Nuclear Blast
#ModernMetal#GrooveMetal#DjentMetal

Para fãs de: Killswitch EngageMachine HeadMesshuggahFive Finger Death Punch

Nota: 9,0

Howard Jones, conhecido mundialmente como ex-vocalista do Killswich Engage, após sua saída da banda ficou um pequeno tempo de molho resolvendo problemas de saúde, mas logo formou o Devil You Know, no qual gravou dois belíssimos álbuns de estúdio. Algumas desavenças profissionais e pessoais com o ex-baterista, os remanescentes da banda resolveram continuar juntos e formaram o Light The Torch.

Desde os tempos de Devil You Know, mesmo sendo sempre lembrado pelos trabalhos de sua ex-banda, Howard Jones primou pelo uso de forma mais inteligente de seus vocais, deixando um pouco a intensidade de seus berros, urros, gritos no passado, o que mostrou uma outra faceta do vocalista devido seu timbre limpo e extremamente envolvente. Não que no Killswitch Engage ele não tenha mostrado isso, mas lá era 90% gritaria dando dor de cabeça até aos fãs mais ardorosos. Era bom? Sim, mas cansava um pouco.

Enfim, “Revival” veio para provar que o cara e toda sua banda são não só acima da média, mas dignos de palmas! Conseguiram elevar ainda mais o nível do Devil You Know com um ‘felling’ acentuado em praticamente todas as faixas, munidos de refrões feitos para não só grudar na sua cabeça mas sim passear por todas suas entranhas. Isso temos que tirar o chapéu aqui!

Inserções de muito, MUITO, mas MUITO peso nas guitarras com afinações baixas, despejando aqueles riffs pesadíssimos que parecem ter saído de uma marretada de vibranium, melodias e harmonias na medida certas e, com isso, definitivamente abrindo um pouco a mão do rótulo Metalcore por conta de todo o groove e até partes totalmente Djent Metal no meio do bolo.

Os destaques são muitos, e posso afirmar que num álbum de 12 faixas, 9 são simplesmente esplêndidas, principalmente da metade até o fim do álbum que é um verdadeiro massacre!

A produção cristalina manteve o peso e a limpeza do som andando de mãos dadas, sem soar pasteurizado e mantendo todos os instrumentos audíveis, bem dispostos e revigorantes.

A cacetada para se cantar junto, “Die Alone” (que riffs!), a Djent bem no estilo Messhuggah de “The God I Deserve”, a belíssima “Calm Before The Storm” com uma aula de Howard em como cantar brilhantemente ‘metal de macho’ de diversas maneiras sem soar chato antecedem uma pequena (mas bem pequena mesmo, talvez uma preparação para a aniquilação!) queda no rendimento do disco com as boas “Raise The Dead”, “The Safety Of Disbelief”, “Virus” e a climática “The Great Divide”. Não são ruins, pelo contrário, são muito boas, mas se comparando ao que vem depois, meu amigo, o pau come de uma forma tão pesada, ‘ecatombica’ eque você jamais será o mesmo!

Prestem atenção nesses músicas: “The Bitter End” (rifferama bombástica/fantástica e talvez uma das faixas mais sensacionais que ouvi esse ano), “Lost In The Fire”, The Sound Of Violence”, “Pull My Heart Out” e “Judas Convention”. Se nenhuma dessas mudar sua vida, me desculpe, você não tem salvação! Vá ouvir Avenged Sevenfold comendo pipoquinha de microondas vencida!

Bem vindo ao podium de 2018, Light The Torch!
Howard é monstro! M-O-N-S-T-R-O!

Johnny Z.

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