Loathe
SharpTone Records
Nota: 7,5
Headbangers em geral são avessos a inovações, sempre preferem que suas bandas favoritas toquem as mesmas músicas, no mesmo estilo, riffs similares, tudo para não sair de sua zona de conforto sonoro. Quando uma banda nova surge decidindo inovar, de cara não é muito difícil encontrarmos fãs do estilo resistentes sem ao menos procurar entender a proposta musical a que a banda em questão se propõe.
Vinda da famosa terra dos Beatles, Liverpool, na Inglaterra, o Loathe lança seu primeiro registro onde experimentalismo e inovação são palavras que correm juntas em cada um dos 34 minutos da audição deste bom disco de deathcore.
A faixa que dá nome à banda, por exemplo, tem um quê de Linkin Park com Slipknot por exemplo, mas em várias passagens as distorções de guitarra unido ao vocal gutural, levam o ouvinte a achar que está delirando, perguntando-se: “What the Hell?!”. Em “It’s Yours” o baixo dá o tom, sendo essa o maior destaque individual. “Dance on My Skin” recebeu um bom videoclipe (veja o link abaixo), e nos remete ao Metal industrial. Mas como nem tudo são flores, a esquisita “The Omission” limita-se apenas a alguns ruídos que pretendem ser assustadores, mas não assustam nem a um bebê recém-nascido e a sem graça “Babylon” encerra o disco com o pé esquerdo.
Enfim, pra quem curte um cardápio dos mais variados e gosta de conhecer novas bandas, o Loathe pode ser uma boa opção. Se chocar foi a ideia dos caras, o recado foi dado.
Mauro Antunes
