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Logan – “One Step Forward, Two Steps Back” (2019)

Logan“One Step Forward, Two Steps Back” (2019)
FnA Records
#HardRock

Para fãs de: Bang TangoLillian AxeTrixter

Nota: 9,0

O vocalista Johnny Logan Vines tende a ser lembrado por sua passagem pelo Lillian Axe, num período anterior ao grupo cair nas graças de Robbin Crosby, do Ratt, e decolar. O que pouca gente sabe é que após sua saída do Axe, Johnny se mudou para Houston, e lá formou, em 1991, com Don LaFon (guitarra), John Jay (baixo) e Mark Kelley (bateria), o Logan.

Nos três anos em que permaneceu ativo, o Logan fez e sofreu de um tudo: sua primeira demo chamou a atenção de Geoff Workman (1947-2010), engenheiro de som e braço direito do multiplatinado produtor Tom Werman em clássicos como “Shout at the Devil” do Mötley Crüe e “Stay Hungry” do Twisted Sister.  Workman é quem assina a produção do EP “One Step Closer”, de 1992. Os esforços para promover o trabalho incluíram shows pela Costa Leste dos Estados Unidos e renderam a primeira baixa na formação: Jay sairia para a entrada de Kelly D. Smith.

Com um novo baixista a bordo, o Logan seguiu na estrada, abrindo para bandas do naipe de .38 Special, Jackyl, Kix, Quiet Riot, Widowmaker e Zebra. O tempo foi passando, e sem a perspectiva de assinarem com uma gravadora ou vislumbrarem algo além de um papel coadjuvante, Johnny e os outros simplesmente jogaram a toalha. A formação original se reuniria para um show comemorativo em julho de 2010; infelizmente, e a exemplo dos histórico da banda, sem grande repercussão.

A morte prematura de Johnny em março de 2016, ao passo que inviabilizou quaisquer planos futuros, provavelmente teve sua parcela neste título com caráter de obra completa recentemente acrescido ao catálogo da FnA Records. “One Step Forward, Two Steps Back” não inclui apenas o histórico EP de 1992, como traz ainda demos nunca antes disponíveis em CD, com um tratamento sonoro que faz justiça ao legado do vocalista e fundamenta a inclusão do Logan na interminável lista de grupos que se dependessem única e exclusivamente da qualidade de seu material teriam chegado longe e se tornado referências do hard rock daquela época.

A tracklist começa com as seis faixas de “One Step Closer” e o arrebatamento é quase que imediato. A produção de Workman é mágica, conferindo brilho na medida certa a cada instrumento. E daí que “Hungry” lembre e muito “Sheila”, do Steelheart? Difícil escapar dos clichês quando se ambiciona um lance blueseiro. Na seara das demos, o holofote aponta para a baladaça “I Am Gone”, construída sob violões e harmonias vocais do tipo que só se ouvia em discos do Extreme. Outros destaques: “Sometimes” (clima dark semelhante ao de “Dream Warriors”, do Dokken, com direito a acordes típicos das melhores composições de George Lynch) e “How Many Tears”, power ballad que é um encarrilhamento de boas escolhas e bons desempenhos individuais. Tá liberado chorar na hora do solo, ok?

“One Step Forward, Two Steps Back” encontra-se disponível em CD — incluindo peças limitadas autografadas por dois membros da banda — e download digital para compra através do site da FnA Records.

Marcelo Vieira

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