Ícone do site METAL NA LATA

Lord Belial – “Unholy Trinity” (2025)

Lord Belial – “Unholy Trinity” (2025)

Hammerheart Records
#BlackMetal

Para fãs de: Old Man’s Child, Naglfar

Texto por Aldemar Ferreira

Nota: 9,0

O retorno da horda sueca Lord Belial se deu em meados de 2020 com o anúncio de seu álbum “Rapture” (2022), o nono de sua carreira, que recebeu grande aprovação por parte dos fãs e da mídia especializada. Agora, em 2025, a banda consagra sua trajetória com o lançamento de seu décimo trabalho de estúdio. “Unholy Trinity” apresenta uma produção que preserva a agressividade clássica do Black Metal, ao mesmo tempo em que investe em maior definição sonora, reafirmando a busca constante da horda por renovação a cada novo registro.

Tecnicamente, o álbum aposta na força das guitarras em dupla, alternando riffs incisivos com leads melódicos e harmonias que mantêm a atmosfera sombria sem cair no supérfluo ou em clichês. Outro destaque é a diversidade estrutural das composições: enquanto algumas faixas mais diretas evocam a fúria crua do Black Metal, outras introduzem interlúdios acústicos e atmosferas soturnas, expandindo a paleta sonora. Essa escolha não compromete a coesão do disco, pelo contrário, reforça a intenção de construir uma narrativa musical que vai além da violência bruta, explorando nuances melódicas sem abandonar a essência extrema.

Os contrastes são centrais para a experiência: a abertura “Ipse Venit” ataca sem rodeios, enquanto faixas como “Glory to Darkness” e “The Great Void” exploram arranjos mais amplos, com solos mais elaborados. Já o encerramento com “Antichrist”, longo e dramatizado, confere um tom épico ao disco sem perder sua grandiosidade. Esses elementos revelam cuidado na arquitetura das músicas, evitando a repetição de fórmulas.

No todo, “Unholy Trinity” reafirma o Lord Belial como uma das formações mais consistentes do Black Metal sueco dos anos 90. É um trabalho que equilibra agressividade e refinamento, sem cair em excessos ou experimentalismos desnecessários. O resultado é um álbum sólido, capaz de satisfazer tanto os que buscam brutalidade direta quanto aqueles que apreciam complexidade em arranjos e atmosferas. Uma obra digna de respeito absoluto. Não deixem de conferir!

Sair da versão mobile