Lords Of Salem – “Hell Over Salem” (EP) (2019)
Independente
#HardRock
Para fãs de: Rob Zombie, Lordi, Alice Cooper
Nota: 6,0
Você vê o nome da banda e joga no google para procurar imagens da mesma. O que aparece? Sim, imagens do filme homônimo dirigido por Rob Zombie, o cultuado “Lords of Salem”. E ao colocar este EP com 4 músicas para rodar, a influência se torna evidente. Estes alemães são fãs do Sr. Zombie.
A sonoridade é descrita por eles próprios como “Dead Pop Sex Action” (foram eles que inventaram, não eu), mas nada mais é que um Hard Rock sujo, com toques eletrônicos lá e cá. Seria como se o Rob Zombie tivesse frequentado a Sunset Strip e se aproximado mais daquele cenário.
“Hell Over Salem”é um trabalho curto que começa com uma introdução remetendo ao “pai-de-todos-mestre-supremo”, Alice Cooper. O riff inicial de “Monster Girl” poderia estar nos álbuns oitentistas do Sr. Cooper, assim como “Constrictor” e “Raise Your Fist and Yell”. A segunda música, a faixa título, é a melhor do trabalho, com uma levada de bateria alternando dois bumbos, mais cadenciada e com um refrão chiclete marcante que não sai da sua cabeça durante algum tempo. “Zombie Monkey Woman”, não por acaso, é a mais “Rob Zombie” do álbum, com introduções e citações eletrônicas na sua execução. “Rock n Roll Machine” segue a mesma linha das demais, porém com uma bateria mais tribal em seu inicio e um riff forte, mas que deixa uma impressão de “já-ouvi-isso-antes-e-achei-bem-melhor”.
Ao finalizar os parcos 15 minutos de audição o que fica é que, Postel (vocal), Häriän (guitarra), Marple (baixo) e Alex (bateria) foram bem intencionados em entregar um Hard N’ Heavy Rock pesado, com temática de terror e divertida ao mesmo tempo. Mesmo com as influências explícitas que citei, sinceramente não me impressionei e dentro do estilo a que se propõe o quarteto alemão existem bandas fazendo coisas melhores por ai. Não que seja um trabalho ruim, mas não causou o impacto suficiente.
Se você não for muito exigente e estiver de bom humor, vai conseguir curtir mais do que eu.
José Henrique
