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Lucifer – “Lucifer II” (2018)


Lucifer
 – “Lucifer II” (2018)

Century Media Records | Hellion Records Brazil
#VintageRock#DoomRock, #OccultRock

Para fãs de: Black SabbathBlood CeremonyDead LordCoven

Nota: 9,0

Eis que a banda alemã Lucifer apresenta seu segundo ato discográfico com leves e interessantes mudanças na sonoridade.

Claro que o alto nível do Occult Rock, variado entre as linhas de Doom Rock e Stoner Rock do primeiro disco de 2015, continua bem trabalhado por uma produção competente que costura aspectos clássicos de bandas como Black Sabbath (ouça “Aton”), Blue Oyster Cult e Coven, e até nomes menos sombrios, como Fleetwood Mac e Heart (Ouça o refrão de “Dancing With Mr D”).

Todavia, é inegável que adição de Nicke Andersson (Imperial State Electric, Hellacopters, Entombed), mago do vintage rock, no lugar de Gaz Jennings (ex-Cathedral), se dividindo entre as guitarras e a bateria, trouxe uma nova dinâmica à banda.

As harmonias ora densas, ora melódicas, mas sempre certeiras das guitarras de Nicke Anderson e Robin Tidebrink aumentaram o poder de cativar da fórmula estruturada na simplicidade do Rock Clássico das décadas de 1960 e 1970, que flertam com ganchos melódicos de acento pop. Porém, a assinatura musical de Nick nos arranjos deu energia e vida renovada à proposta (o que já é perceptível na abertura com “California Sun”).

Mesmo assim, a mola mestra da sonoridade do Lúcifer está nos sirênicos vocais de Johanna Sedonis, uma mistura de Siouxie Soux e Liv Kristine, inserida numa versão mais austera e nada eclesiástica do vintage rock,e de bem administrado tempero psicodélico (como em “Dreamer”).

E justamente pela coesão das composições que dificulta pinçar destaques (mesmo que “Phoenix” e o riffão malvado de “Eyes In The Sky” clamem por menções), posso afirmar que a banda evoluiu consideravelmente neste segundo disco, principalmente na dinâmica dos arranjos que já não oscilam entre a sonolência do genérico e a empolgação pontual.

Ainda há espaço para mais evolução? Sim, mas isso não tira o fato de que “Lucifer II” é um ótimo disco!

Marcelo Lopes Vieira

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