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Lynch Mob – “Wicked Sensation” (1990)

Lynch Mob – “Wicked Sensation” (1990)
Elektra Records
#HardRock#HeavyMetal#GlamMetal#Rock

Para fãs de: DokkenWingerWarrant

Nota: 9,0

Depois de fazer seu nome como uma das forças motrizes do Dokken nos anos 80, George Lynch, o eterno “Mr. Scary”, aproveitou a separação da banda no fim da mesma década e resolveu criar um novo projeto: Lynch Mob.

Para essa empreitada ele trouxe do Dokken “Wild” Mick Brown (bateria) e os até então novatos Oni Logan (vocal) (em alguns momentos lembrando Ray Gillen) e Anthony Esposito (baixo). Perguntado na época o porquê de nomear a banda como “Lynch Mob” ele respondeu: “É tão óbvio que eu não poderia deixar de fazer isso”.

A estreia da banda em 1990 com o “Wicked Sensation” tem todos os ingredientes que fizeram de George uma lenda: riffs com groovy, variedade melódica, solos “infinitos” e suavidade quando se faz necessário. Com o Lynch Mob ele pôde “destruir” como sempre, mas “pintando” as músicas com tons diferentes.

Apesar de ser a principal atração, nem só de George Lynch vive o Lynch Mob. A produção de Max Norman é excelente e os vocais de Oni Logan “casam” perfeitamente com cada faixa e nos faz esquecer Don Dokken trazendo de volta o feeling do bom e velho Rock ‘N’ Roll. A cozinha também tem grande responsabilidade na coesão das músicas como um todo.

O álbum é forte do início ao fim com referências especiais à faixa título (uma das melhores músicas do hard rock americano com riff matador, refrão inesquecível e solo absurdo), “River Of Love” (um pecado vir logo após a “Wicked Sensation”), “Sweet Sister Mercy”, “All I Want” (que groove!), “No Bed Of Roses” (o melhor refrão do álbum), “For A Million Years” e “Street Fightin’ Man”.

Entre elas, “Hellchild” e “She’s Evil But She’s Mine” (não sei o porquê, mas me lembram muito Winger) e “Rain” ajudam a manter o nível e definir o estilo do Lynch Mob.

O ponto fraco do álbum fica por conta de “Through These Eyes” (a “Alone Again” do Lynch Mob que é esquecida assim que termina) e “Dance Of The Dogs” (bem genérica).

Tirando o “Tooth & Nail”, esse é melhor disco que o Dokken nunca fez.

Portanto, para quem já ouviu vale a pena recapitular e quem nunca ouviu vale muito à pena descobrir o “Wicked Sensation”. Um curso intensivo de música bem-feita com personalidade e que mantém o ouvinte interessado usando sempre a técnica a favor da música.

Um dos últimos marcos do hard rock antes da invasão Grunge. Obrigatório.

João Paulo Gomes (Colaborador)

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