Magic Dance – “Remnants” (2020)

Magic Dance
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Magic Dance“Remnants” (2020)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock, #Synthwave

Para fãs de: Palace, Creye

Nota: 7,0

Mais de uma década atrás começou-se a falar sobre uma nova onda do hard rock dos anos 80 (Crazy Lixx, Crashdiet) que poderia levar o estilo novamente ao “mainstream”. Agora outra nova onda anos 80 surge através do gênero chamado “Synthwave” (um som mais eletrônico no estilo das trilhas sonoras dos anos 80) e alguns artistas da nova geração do rock melódico já criaram projetos paralelos desse estilo como o “Plataform” do “Michael Palace” ou “Taekwondo” do “Erik Modin” da banda “Wildness”.

Ao conhecer esses projetos paralelos é possível reparar que um artista de rock melódico tem condições de transitar pelo “Synthwave”, mas será que quem “nasceu” no Synthwave consegue se tornar um artista de rock melódico? Se dependermos do que o multi-instrumentista e produtor autodidata Jon Siejka, o cérebro por trás do “Magic Dance”, criou até hoje a resposta é positiva.

“Remnants” (quarto álbum do “Magic Dance” e o segundo pela Frontiers) é fortemente influenciado pelo estilo “Synthwave”, mas totalmente direcionado para o rock melódico. Como Siejka informou “esse é um álbum que se move da escuridão para a luz. É sobre aceitar sua própria mortalidade e a inevitabilidade da morte. Mas, essa compreensão pode lhe dar o impulso para viver a vida fiel a si mesmo se você permitir. Sonoramente é um mix de tudo que fiz até agora com o “Magic Dance””.

Tecnicamente está tudo aqui. O poder das melodias, riffs enérgicos, refrões cativantes, produção contemporânea e, claro, os sintetizadores. É só ouvir músicas como “I’m Still Holding On”, “Oh No”, “Changes”, “Restless Nights”, “Change Your Life” ou “Zombie Breath Surprise” para se ter a certeza de que Siejka tem desenvoltura para mudar de estilo sem esquecer sua origem.

Neste álbum o “Magic Dance” evolui (depois do ótimo “New Eyes” de 2018) ainda mais na direção do rock melódico trazendo um mix de “Mr. Mister” e “Def Leppard” com pitadas de “Anberlin” que fazem os anos 80 soarem mais contemporâneos.

“Remnants” é completamente o oposto do que o título do álbum possa sugerir (sobras). Se a nova geração do rock melódico e as trilhas sonoras da década de 80 ainda fazem parte de você, não perca tempo.

João Paulo Gomes

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