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Malefic Throne – “The Conquering Darkness” (2025)

Malefic Throne – “The Conquering Darkness” (2025)

Old Shadows Records
#DeathMetal #TechnicalDeathMetal #ThrashMetal

Para fãs de: Morbid Angel, Cannibal Corpse, Hate Eternal

Texto por Lucas David

Nota: 10

Supergrupos sempre atraem a atenção dos ouvintes, já que a curiosidade para descobrir que tipo de som surgirá de mentes brilhantes dentro do metal é difícil de ignorar. Algumas vezes, os participantes produzem materiais completamente diferentes de suas respectivas bandas, revelando lados que normalmente ficam escondidos, mas que ainda assim causam grande impacto. Em outros casos, porém, eles permanecem no caminho que já trilham e conseguem expandir ainda mais suas ideias, como acontece com o Malefic Throne.

Formado em 2020 a partir da união de Gene Palubicki (guitarra, Perdition Temple), seu ex-companheiro de Angelcorpse John Longstreth (bateria, Origin e Hate Eternal) e o monstro Steve Tucker (baixo e vocais, Morbid Angel), o trio apresenta um Death Metal com forte veia Old School, unindo brutalidade, técnica e blasfêmia na medida certa. Após o lançamento do EP autointitulado em 2022, a banda chega ao seu primeiro álbum completo com The Conquering Darkness.

Com uma estrutura mais refinada que a do EP e um ritmo absolutamente selvagem, as músicas formam uma verdadeira tempestade de riffs, blast beats e vocais guturais poderosos que representam o melhor do Death Metal. A produção conseguiu capturar toda essa brutalidade de forma única, deixando cada instrumento cristalino e pesado ao mesmo tempo, sem que nada soe supérfluo ou utilizado apenas para preencher espaço.

Quando “Blasphémait Desecration” explode nos falantes, você tem a confirmação de que esta será uma viagem alucinante. Riffs velozes, solos incendiários, viradas de bateria devastadoras e muito groove ampliam ainda mais o peso da composição. Na sequência, “The Voice of My Ghost” surge como uma das melhores faixas do disco, mantendo tudo no limite com blast beats insanos, vocais intimidadores e um ritmo quase sufocante. Aqui não há espaço para descanso: cada ataque parece calculado para derrubar o ouvinte sob a avalanche sonora criada pelo trio.

“Athirst for Dissonance” completa uma das sequências iniciais mais impressionantes que você ouvirá em muito tempo. A faixa eleva ainda mais o nível com passagens sustentadas por riffs tão pesados que é impossível não bater cabeça ou fazer air guitar. Na metade da música, o andamento desacelera levemente, abrindo espaço para mais groove, enquanto baixo e bateria constroem uma base sólida para que Palubicki entregue solos memoráveis.

Próximo ao encerramento, “When Our Shadows Align” se destaca como uma das músicas mais brutais do álbum. Blast beats explosivos, riffs que percorrem toda a composição e os vocais ameaçadores de Tucker demonstram a técnica e a habilidade de cada integrante em um nível impressionante. O resultado é uma avalanche sonora tão agressiva que será difícil encontrar algo semelhante no metal extremo atual.

Com um estilo impactante, execução cirúrgica e uma arte de capa que transmite perfeitamente toda a energia contida nas músicas, o Malefic Throne entrega um trabalho extremamente fluido, que não desperdiça sequer um segundo com elementos desnecessários. Cada nova audição revela detalhes adicionais que tornam The Conquering Darkness um dos grandes lançamentos de Death Metal dos últimos tempos.

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