
Manger Cadavre – “AntiAutoAjuda” (2019)
Electric Funeral Records | Xaninho Discos | Terceiro Mundo Chaos Discos | Metal Island
#Crust, #Hardcore, #ThrashMetal, #DeathMetal
Para fãs de: Warcry, Warvictims, Extreme Noise Terror, Disgust, Doom
Nota: 9,0
Atendendo por um epíteto no mínimo curioso, o Manger Cadavre vem construindo sua reputação no underground nacional ainda de forma discreta, haja vista ser uma banda relativamente jovem, todavia, “AntiAutoAjuda”, mais recente trabalho do grupo, parece ser o material que vai apresentar, de fato, o quarteto a um séquito maior de ouvintes.
Primeiramente, é importante salientar o notável empenho do grupo em apresentar uma música muito melhor desenvolvida, melhor definida, em relação ao trabalho anterior (“Revide” de 2017). O Manger Cadavre busca inspiração em alguns subgêneros do submundo da música extrema, sendo impossível contextualizá-los em um único segmento.
Percebemos um acento Punk arraigado a um approach Death Metal, que por sua vez não se furta em unir forças ao Crust, Thrash e até ao Hardcore. Soa confuso? Sim, mas acredite: os caras conseguiram extrair o melhor de tudo isso, criando sua própria, e efetiva, sonoridade. “AntiAutoAjuda é pesado, sombrio, por vezes grotesco, mas muito bem conduzido, musicalmente e esteticamente.
A capa belíssima, diga-se, parece conter algum conceito que rege todas as composições. Sua música é angustiante, parecendo um grito aflito de socorro traduzido em dissonância da mais elevada estirpe. É uma genuína surra de riffs distorcidos, bateria espancada e vocais dementes, obrigando o ouvinte a libertar aquela fera enclausurada existente dentro se si.
“Produtos do Medo”, “Hostil” e “Prefácio”, entre outras, são a síntese do protesto, da mensagem contundente, embaladas na forma de música brutal e intransigente. O underground nacional se mostra cada vez mais forte com lançamentos assim. Excelente!
Ricardo L. Costa (Colaborador)





