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Manilla Road – “To Kill a King” (2017)

Manilla Road – “To Kill a King” (2017)
GoldenCore Records
#EpicMetal, #DoomMetal, #ProtoMetal

Nota: 8,0

Uma das bandas pioneiras quando o assunto é Heavy Metal épico e clássico, sem dúvida alguma, chama-se Manilla Road. Os norte americanos vem ao longo desses 40 anos de carreira (é bem verdade que entre 1990 e 2001 o grupo esteve “inativo”) lançando álbuns que serviram e ainda servem de inspiração para muitos dentro do estilo. E o mais recente trabalho, “To Kill A King” possui todos os requisitos que vêm a agradar os fãs da banda. Guitarras pesadas (dentro do que a banda s propõe a fazer, que fique bem claro), que muitas vezes nos remetem ao Black Sabbath, que se fundem a levadas épicas, nos mostram uma banda que apesar de veterana, segue sua jornada firme pelos caminhos do metal.

Formada atualmente pelo líder e fundador Mark “The Shark” Shelton (guitarra e vocal), Brian “Hellroadie” Patrick (vocal), Phil Ross (baixo) e Neudi Nerdeth (bateria), a banda traz no seu 18º álbum de estúdio (o grupo tem ainda dois álbuns ao vivo), 10 faixas do mais puro e “true” epic metal. Com doses generosas de doom metal (preste atenção nas guitarras e você ouvirá o quão influente a trupe de Tony Iommi foi para a banda) que recebem toda a magia do que de melhor a NWOBHM trouxe para o metal, o grupo se mostra ainda relevante. E isso já fica evidente na faixa título, que abre o trabalho de forma sublime. “To Kill a King” condensa de forma bem trabalhada todas as influências do grupo, mas mantém íntegra e honesta sua identidade. Que baita riff! Assim como “Conqueror” onde Mark Shelton traduz sua personalide em forma de um solo muito técnico e carregado de felling. “The Arena” tem em sua estrutura a NWOBHM e o Doom de forma alinhada, criando um dos melhores momentos do álbum. Da mesma forma, “The Talisman” mostra que a experiência faz a diferença! Ainda podemos destacar ” Castle of the Devil”, “Ghost Warriors” (com um belo trabalho de baixo/bateria) e “Blood Island”.

Uma banda com tanto tempo de estrada e história, poderia se acomodar e simplesmente viver de seu passado (isso soa familiar pra você?). Mas com o Manilla Road, felizmente, isso não acontece. Provando aquela velha e batida máxima do ” quem sabe, sabe!”, o grupo continua sendo um dos mais influentes (mas não tão reconhecido – daí aquela fama de “banda cult”) e importantes do epic metal. Pra quem quer entender o estilo, sua audição é mais que obrigatória!

Sergiomar Menezes

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