Master Massive – “White Shadows” (2026)
Fireflash Records | Shinigami Records
#HeavyMetal
Para fãs de: Fates Warning, Black Sabbath, Mercyful Fate
Texto por Luiz Gustavo Santos
Nota: 8,0
O Master Massive é uma banda sueca que, apesar dos mais de 30 anos de estrada, chega apenas ao seu terceiro disco de estúdio.
A sonoridade da banda tem por base um Heavy Metal bem tradicional, de raiz oitentista, sendo que várias passagens remetem a Sabbath, Judas Priest e Mercyful Fate. Contudo, os suecos buscam temperar seu som com elementos mais progressivos, citando como influências bandas clássicas do estilo, como Fates Warning e Queensrÿche.
Além de faixas complexas e extensas — logo na abertura, temos “Noah’s Cross” e seus 12 minutos —, essa influência Prog pode ser ouvida nas linhas vocais mais agudas, a cargo de Tony Niva e Marcus Karlsson. Aliás, um fato curioso é que a banda conta com três vocalistas, sendo Viktor Gustafsson responsável pelas linhas mais graves.
De todo modo, o que prevalece é o bom e velho Metalzão clássico, que ainda mantém uma enorme base de fãs. E a banda mostra que sabe transitar bem pelo estilo, produzindo inúmeros riffs e harmonias nessa pegada. Além disso, a dosagem entre peso, agressividade e melodias também é bastante adequada.
Por outro lado, o disco traz poucos rompantes criativos que talvez ajudassem a dar maior identidade e personalidade à banda. Em alguns momentos, certas passagens parecem uma justaposição de riffs, soando pouco orgânicas.
Entre as sete faixas, meus destaques ficam para “Noah’s Cross”, “Islands and Bells” e a faixa-título, outra música longa e variada que encerra o álbum.

