MasterPlan – “PumpKings” (2017)

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MasterPlan – “PumpKings” (2017)
AFM Records
#PowerMetal

Nota: 5,0

A história do MasterPlan todo mundo sabe e não vem ao caso tocarmos no assunto. Uma belíssima banda que ultimamente vem respirando através de aparelhos, mas hora ou outra solta bons trabalhos.

Seus primeiros álbuns são estupendos justamente porquê tinham em suas fileiras Jorn Lande como vocalista, o que combinava de forma perfeita com as composições e timbre de Roland Grapow. Nem vou citar o ótimo vocalista Mike DiMeo, que cantou no álbum “MKII” (2007), porquê nem mesmo ele conseguiu tirar a banda do buraco, culminando numa volta curtíssima de Jorn no mediano “Time To Be King” (2010). Três anos se passaram e encontraram na voz de Rick Altzi um novo caminho, um novo início. Pois bem, “Novum Initium” (2013) é péssimo, e para “consagrar” essa “brilhante” fase lançaram o ao vivo pavoroso “Keep Your Dream aLive”. Nada pessoal contra o cantor, mas simplesmente sua voz não combina em NADA com o Masterplan. Clássicos sendo assassinados de forma grotesca tiraram o tesão de muitos fãs, na qual me incluo nessa lista.

“PumpKings”, como o próprio nome diz, se trata de um álbum com regravações de músicas compostas por Roland na época que ele fez parte do Helloween. Nada mais propício sabendo que agora sua ex-banda está em voga no mundo por ter chamado Kai Hansen e Michael Kiske de volta para uma turnê de reunião. Um salve ao oportunismo!

Só que o tiro saiu pela culatra justamente por conta de Rick. Não dá para ouvir mais que duas vezes qualquer uma das músicas aqui presentes. Sua voz simplesmente descaracterizou TODAS as faixas, até mesmo as mais pesadas dos tempos de Andi Deris foram assassinadas. O Instrumental sim está impecável e pesado, trazendo aquela veia bem “The Dark Ride” (2000) com nuances mais “aveludados” e é o que salva esse disco de levar um belíssimo zero. Veja bem, isso não é uma crítica depreciativa, pelo contrário, acho que o material ficaria excelente com outro vocalista com alcance maior ou mais agudo. Definitivamente Rick deveria perceber isso, pegar seu banquinho e sair de fininho.

“The Chance” causa calafrios nas primeiras estrofes “cantadas”, “Mr. Ego”, até que dá para engolir umas duas audições só, “Still We Go” dá vontade de desligar, a sombria “Escalation 666” que poderia se encaixar na voz de Rick vai por água abaixo, agora “Time Of The Oath”, chega a ser um insulto aos meus ouvidos. As outras restantes fedem e cheiram, e muito.

Ou seja, se você tem estômago de mamute vai adorar. Uma pena que não lançaram um álbum duplo com as mesmas músicas de forma instrumental como extra, seria muito melhor.

Parafraseando o filme Tropa de Elite, mas com todo respeito, eu digo: “Rick, pede pra sair!” Volta Jorn, urgente!

Johnny Z.

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