Meadows End – “Sojourn” (2016)
Independente
#MelodicDeathMetal, #SymphonicDeathMetal
Para fãs de In Flames, Wintersun, Dark Tranquility
Nota: 8,0
O Meadows End vem da Suécia e toca death metal melódico. Esses dois fatos por si teoricamente entregariam 90% da sonoridade de uma banda. Algo nos moldes de Dark Tranquility, In Flames, etc. Porém, em “Sojourn”, o último disco do quinteto, o diferencial foi o lado sinfônico que puxa a estética para uma vibe mais Wintersun, transformando tudo em algo épico e pesado.
Robin Mattson faz um excelente trabalho de teclado, ora com pianos estilizados, ora com strings bastante sinfônicos. Já o vocalista Johan Brandberg tem aquele gutural clássico desse gênero e cairia bem uma alternância com vocais limpos. Pensando nas músicas, como para muitas bandas que estão por aí, falta aquele hit que vai transformar um ouvinte passivo em fã.
No começo, “Amdist The Villains” mostra a leveza da melodia de piano que permeia a música em contraste com a bateria rápida clássica do death melódico e o gutural de Johan. Um resultado elegante e de bom gosto. “Nightmare” começa de maneira promissora, evidenciando os strings em um riff de teclado acompanhado do peso da guitarra. Não dá pra dizer que é um genérico de seus “irmãos de subgênero” mais conhecidos justamente pela parte mais sinfônica que foi uma boa sacada.
As músicas trazem uma aura misteriosa e épica, credenciando a banda à se tornar uma banda de metal sinfônico puro caso queira. São duas forças claramente definidas que atuam: o death e o sinfônico. Por fim, temos um resultado coeso, agradável e que não cansa. A inserção da faceta sinfônica cai bem, mas não tem pretensão de ser uma grande reviravolta dentro do que é esperado de uma banda do estilo.
Gustavo Maiato
