Meathook – “Crypts, Coffins, Corpses” (2019)
Unmatched Brutality Records
#BrutalDeathMetal, #DeathMetal, #DeathGrind
Para fãs de Disgorge, Inveracity, Hour Of Penance
Nota: 9,0
Houve um tempo em que a representação fiel e catedrática do Death Metal residia em Obituary, Deicide, Morbid Angel e afins. Obviamente, essas bandas constituem o que há de mais sagrado em termos do estilo, mas com o passar dos anos, uma necessidade quase incontrolável de soar o mais brutal e caótico fez com que as bandas mais recentes criassem um novo nicho nesse mercado extremo.
Slam, Brutal Death Metal, Brutal Goregrind, Technical Brutal Death Metal, enfim, uma série de denominações e nomenclaturas começaram a tomar forma, originando um subgênero povoado por formações com o talento proporcional a sua personalidade anti-musical. “Crypts, Coffins, Corpses”, novo álbum do quarteto estadunidense Meathook, representa a antítese do virtuoso ou do refinado, pois explora todo o potencial que o abjeto, o controverso e o aterrador podem oferecer.
Como um golpe de machadinha enferrujada no occipital, o grupo não se furta em mostrar-se o arauto da destruição, o performer da desgraça, em composições que são um autêntico louvor à degradação e ao morticínio. Uma banda feroz, brutal e confrontadora, que vale-se do artifício do peso cadenciado em profunda conexão com momentos de puro frenesi alucinante, a fim de criar um vórtice de dissonância e distorção atordoantes.
Não, não é a síntese da originalidade, aliás, o Meathook é uma banda bem típica do estilo, mas trabalha sua sonoridade com tamanha veemência que impressiona pela veracidade orgânica de peças como “Placed Upon Altar” e “Coils of Entrails”. Fique de olhos e ouvidos bem abertos com o Meathook. Confira!
Ricardo L. Costa
