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Memoriam – “For The Fallen” (2017)

Memoriam “For The Fallen” (2017)
Nuclear Blast

Nota: 9,0

Há algum tempo atrás, expus minha opinião acerca da segunda demo do Memoriam, “The Hellfire Demos II”, aqui na página. Por se tratar de um material restrito a poucas faixas (duas composições apenas), não pude ter uma percepção mais aprofundada de sua música, mas tive uma ótima primeira impressão e ansiosamente aguardei pelo debut, que estava previsto para muito breve.

Pois bem, eis que “For the Fallen” é lançado e, como era de se esperar, o material em questão ficou não menos que excelente. Para quem não conhece a história, vou resumir para facilitar: o Memoriam é uma banda nova, mas composta por gente mais que calejada na área, pois conta em seu front com ninguém menos que Karl Willetts (vocal, ex-Bolt Thrower), Frank Healy (baixo,Benediction), Scott Fairfax (guitarra, ex-Cerebral Fix) e Andrew Whale (bateria, ex-Bolt Thrower), ou seja, um autêntico Drem Team do Death Metal inglês.

Como desse pessoal não podemos esperar nada além da excelência no assunto, “For the Fallen” obviamente superou as mais otimistas expectativas. A visão abordada do Death Metal é a mais conservadora, portanto é muito comum, até mesmo por conta do pessoal envolvido, observarmos maciças influências de Bolt ThrowerBenediction, embora a sonoridade de “For the Fallen” seja um pouco mais cadenciada que ambas.

O contexto bélico e pessimista é representado por composições vigorosas, intensas e emocionantes. O peso e a melancolia por vezes aproximam-se do Doom, o que é natural, haja vista o background do time. Um repertório primoroso encanta os fãs de música extrema bem elaborada. “War Rages On” é épica, com Willetts comandando o massacre com sua voz imponente. “Corrupted System” tem uma pegada HC inglês simplesmente sensacional, sendo considerada (ao menos por mim) a mais empolgante do disco.

É inevitável destacar também “Surrounded by Death”, já presente na demo anterior, com início mais cadenciado, mas que intercala momentos de grande ferocidade no seu desenvolver e “Last Words”, uma epopéia Death climática e densa com quase 9 minutos de duração.

Se o Bolt Thrower realmente está extinto e o Benediction em profundo coma por tempo indeterminado, podemos passar a faixa pro Memoriam e tá tudo resolvido. Que disco bom da porra!

Ricardo L. Costa

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