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Memoriam – “To The End” (2021)

Memoriam“To The End” (2021)
Reaper Entertainment
#DeathMetal

Para fãs de: Bolt Thrower, Benediction, Asphyx, Undergang

Nota: 8,5

As definições de Death Metal feito como esmero e conhecimento de causa foram devidamente atualizadas. Enfim, o Memoriam lançou sua nova obra de arte dedicada ao Metal Da Morte, o avassalador e feroz, “To The End”.

Dissertar sobre a competência dos músicos é tarefa desnecessária, afinal, o que mais pode ou precisa ser dito sobre uma lenda chamada Karl Willetts (a eterna voz do Bolt Thrower) ou mesmo de seus companheiros de front; Frank Healy (baixo), Scott Fairfax (guitarras), Spikey T. Smith (bateria), sendo esse último o “novato” da banda? Lembrando que todos os três citados exibem em seus currículos nomes como: Sacrilege, Benediction, Massacre, Cerebral Fix e outros. Experiencia é palavra de ordem quando falamos do Memoriam.

Mantendo a produção nas mãos de Russ Russell (Evile, At The Gates) e seguindo com a tradição artística do ícone/genial Dan Seagrave, cujas artes podem ser contempladas nos álbuns anteriores — “For The Fallen” (2017), “The Silent Vigil” (2018) e “Requiem For Mankind” (2019); assim como em outros inumeráveis lançamentos de outras bandas, tais como: Suffocation, Dismember, Entombed, Hypocrisy, etc.

Composto por 09 temas que destilam o mais puro Death Metal, “To The End” coloca em campo todo seu potencial bélico logo nos primeiros segundos de “Onwards Into Battle” (um arsenal de riffs poderosos, peso em profusão, estrutura ‘mid-paced’ e Karl Willetts num tutorial de como ser vocalista de Metal Extremo). “This War Is Won” mantém os ataques de fúria, afinal, não existem pausas no campo de batalha. “No Effect” e “Failure to Comply” são como dois blindados rompendo trincheiras e destroçando tudo a frente. “Resista, recuse, proteste”; diz um trecho da última citada. Para bom pensador…

“Each Step (One Closer To The Grave)” traz o peso e opulência do Doom Metal ao disco, se Death Metal ‘old school’ é bom, tente imaginar ele alinhado ao Metal Da Desgraça. Pútrida perfeição sonora. “To The End” segue o mesmo padrão, porém com mais dinâmica e velocidade. “Vacant Stare” volta a estrutura dos primeiros temas, enquanto “Mass Psychosis” ambienta-se novamente na cadência com uma certa psicodelia e ritmos tribais/marciais. “As My Heart Grows Cold” é o crepúsculo a erguer-se sobre o disco — fim de batalha, prossegue a guerra. Totalmente influenciada pelo Bolt Thrower, com uma rifferama de fazer gosto aos fãs do falecido. A bateria casada com baixo vai traçando as bases com maestria, assim como arrisca certas sutilezas; Scott Fairfax injeta tanto peso (riffs, e que riffs!) quanto melodias. Quanto a Karl Willetts, bem, veterano é veterano e só isso já basta! Mais que uma lenda, o porta-voz de duas instituições do Death Metal. Quer mais?

“To The End” mantém vivo o legado do Bolt Thrower, mas não usurpa a identidade do Memoriam, que coloca mais um artefato poderoso em seu pesado arsenal. Não se trata de repetir fórmulas ou reinventar a roda; em todo caso, seja para repetir ou reinventar, é preciso competência, e isso, o quarteto tem de sobra. Não apenas competência, mas toda uma galeria de predicados.

Fábio Miloch

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