Meshuggah – “Nothing” (2002) (Relançamento 2023)
Atomic Fire Records | Shinigami Records
#ProgressiveMetal #ExtremeMetal #DjentMetal #ModernMetal
Para fãs de: Gojira, Fear Factory, Tool
Nota: 9,0
“Nothing” é o quarto álbum de estúdio da banda sueca de metal progressivo Meshuggah, lançado em 2002. Em 2006, houve algumas mudanças em relação ao lançamento original, como a regravação das guitarras. A mixagem original foi realizada em um tempo mais curto devido à participação da banda no festival Ozzfest.
A faixa de abertura do álbum, “Stengah”, é uma introdução intensa e complexa ao que está por vir. As guitarras distorcidas e rítmicas de Fredrik Thordendal e Mårten Hagström se entrelaçam com o bumbo duplo preciso de Tomas Haake, criando uma sensação de caos organizado. A voz gutural de Jens Kidman completa o som único do Meshuggah.
“Rational Gaze” tem uma pegada insana com as guitarras em um tempo que só os guitarristas da banda conseguem seguir em uma sintonia telepática com a bateria que mantém os pedais simultâneos às palhetadas.
Um ponto notável do álbum é que as guitarras possuem uma afinação extremamente grave, uma característica distintiva da banda. “Closed Eyes Visuals”, com mais de 7 minutos de duração, apresenta guitarras imprevisíveis e um solo que parece não ter muita distorção e nem seguir o tempo da outra guitarra, mas isso é típico do Meshuggah.
“Glints Collide”, assim como as outras músicas, é uma experiência alucinante. Depois de um tempo de audição, a mente começa a ficar acelerada com tanta informação ao mesmo tempo (como o tempo da bateria, o peso das guitarras e os vocais excelentes). É necessário parar, beber água e seguir em frente.
“Spasm”, a música mais curta do álbum, com apenas 4:15 de duração, tem uma pegada até que “divertida”, contrastando com a última faixa, a mais longa (mais de 8 minutos), intitulada “Obsidian” que é mais sombria e totalmente instrumental.
A audição de “Nothing” é uma experiência insana. Para quem não tem muito costume em ouvir a banda, pode ser chocante a criatividade e a capacidade mental de performar músicas neste nível. É um álbum absurdo.
Caio Siqueira Iocohama

