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Metal Church – A Light in The Dark (2006) (Relançamento 2026)

Metal Church – A Light in The Dark (2006)
(Relançamento 2026)

Reaper Entertainment | Shinigami Records
#ThrashMetal #HeavyMetal

Para fãs de: Sanctuary, Annihilator, Overkill, Armored Saint

Texto por: Matheus “Mu” Silva

Nota: 8,0

Dando sequência ao trabalho de relançamentos, a Shinigami Records trouxe desta vez um verdadeiro resgate histórico: o oitavo disco de estúdio da instituição metálica norte-americana Metal Church, “A Light in The Dark” (2006). Segundo álbum a contar com o vocalista Ronny Munroe, também marcou a estreia do grande baterista Jeff Plate, que fez história no Savatage durante os anos 90. Revisitar este disco é mais um momento nostálgico para mim, porque foi o primeiro trabalho da fase Ronny ao qual tive acesso na época, já que basicamente só conhecia os dois primeiros álbuns da banda.

Abrindo com a faixa-título, “A Light in The Dark”, o álbum começa com um groove pesado e viciante, trazendo uma veia mais Thrash Metal. É uma música memorável e divertida. “Beyond All Reason” apresenta um trabalho excelente de Jeff Plate. Aliás, a mixagem deste disco consegue ser ainda melhor que a do anterior, com todos os instrumentos brilhando e perfeitamente perceptíveis. Em “Mirror of Lies”, temos mais um momento genuinamente Thrash Metal; a violência come solta, quase beirando um Speed Metal alemão oitentista. Ou seja: ouro puro! “Disappear” é para bater cabeça do início ao fim. Mesmo sendo um pouco genérica, ainda assim vale a audição. “The Believer” traz mais um ótimo trabalho do baixista Steve Unger, que já havia arrebentado no disco anterior. Aqui ele entrega novamente seu groove marcante em uma das faixas mais pesadas do álbum.

“Temples of The Sea” é aquele momento de respiro característico do Metal Church, algo que praticamente todo disco da banda possui. Aqui encontramos um Ronny Munroe mais maduro e menos visceral que no álbum anterior, mas entregando muita qualidade vocal da mesma forma. “Pill for The Kill” é genérica e esquecível, assim como “Son of The Son”, que, mesmo sendo mais pegada, agrega pouco à obra como um todo. Já “More Than Your Master”, essa sim é excelente. Com uma construção mais completa, vocal forte e presença marcante sobre riffs muito bem trabalhados, é outro destaque absoluto não apenas do disco, mas de toda a fase Ronny Munroe. E fechando o álbum com “Blinded By Life”, temos outra porrada thrasher. A música encerra o trabalho de forma enérgica, com Monroe gastando os agudos que praticamente não utilizou ao longo do disco, garantindo ainda mais potência para a faixa.

“A Light in The Dark” é um bom disco. Mesmo com alguns tropeços, ainda assim vale a audição. E, assim como a maioria dos trabalhos da banda, envelheceu muito bem com o passar do tempo, sendo um dos melhores álbuns da fase Ronny Munroe no Metal Church.

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