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Metal Church – “Damned If You Do” (2018)

Metal Church – “Damned If You Do” (2018)
Rat Pak Records | Shinigami Records
#HeavyMetal#PowerMetal#ThrashMetal

Para fãs de: Judas PriestOverkillFlotsam and JetsamAgent SteelArtillery (band)

Nota: 9,5

Persistência é a palavra que se encaixa perfeitamente para o Metal Church e deveria ser o nome do meio de Kurt Vanderhoof, guitarrista, compositor (excelente diga-se de passagem) e líder da banda. Depois de muitos altos e baixos, encerramento de carreira (duas vezes), voltas e mais voltas, troca de integrantes a rodo era questão de tempo de a banda cair no ostracismo se não fosse a bendita persistência.

Para não se estender demais, a volta definitiva do magnânimo Mike Howe, foi daquelas voltas que não só fizeram os fãs ficarem com sorriso de orelha a orelha como também veio para dar aquele chute no saco da imprensa que taxava a banda como terceiro escalão do Metal.

Terceiro escalão do Metal é o meu ovo, ok? Se você acha isso que tal ir carpir meio hectare de feno com a bunda? Não vou nem citar os fenomenais álbuns clássicos que Mike gravou no final dos anos 80 e início dos 90, que só isso já bastaria, mas escutem os álbuns anteriores a “Damned If You Do”, (“XI” de 2016 e “Classics Live” de 2017) já contando com Mike e veja o quanto a vidinha de vocês se resume a nada.

Tudo bem que a cada lançamento a banda vem se aproximando cada vez mais ao Heavy Metal mais tradicional, mesmo sem perder o peso e os riffões de costume, e com os vocais de Mike Howe que lembram vagamente Rob Halford mais despojado/rosnado e de larica com uns quatro engradados de cerveja na latrina, isso apareceu ainda mais em evidência. É ruim? NUNCA! É sensacional! Pensa num Overkill com Judas Priest? Imaginou? E meus caros, como está cantando esse senhor! Nem parece que ficou longe da música mais de duas décadas. É impressionante como sua voz cai como uma luva aqui. Sem desmerecer o trabalho dos vocalistas anteriores (o saudoso David Wayne e Ronnie Monroe), mas Mike Howe é a voz, a atitude as vezes caricata é a imagem da banda!

Metal Church é isso, nostalgia, composições cruas, ora simples ora mais complexas, mas nada que desvincule a banda de sua essência oitentista. Não espere grandes inovações, produções estratosféricas, composições cheias de quebradeira ou mirabolâncias. Se quer isso, vá ter insônia ouvindo Dream Theater. Temos aqui, e como costume, o arroz com feijão básico, mas fresquinho, bem feito, temperado do jeito que deve ser, daqueles que você se esbalda num dois pratos brincando e sai pensando que vai sobrar para janta.

Banda está redondinha e vai voltar ao lugar que nunca deveria ter saído, doa a quem doer!

Duvida disso? Escute “By The Numbers”, que para mim foi a melhor música gravada em 2018! Impossível você não ficar com ela na cabeça dali em diante. Tente e falhe miseravelmente!

Johnny Z.

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