Metal Church – “Generation Nothing” (2013)
(Relançamento 2026)
Reaper Entertainment | Shinigami Records
#HeavyMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Judas Priest, Overkill, Annihilator, Metallica, Armored Saint
Texto por: Mauro Antunes
Nota: 9,0
Que o século XXI vem sendo especial para algumas bandas clássicas, isso é notório! O Metal Church não foge à regra: seus fãs não têm absolutamente nada do que reclamar.
Lançado originalmente em 2013, “Generation Nothing” é um dos trabalhos mais agressivos já lançados pela banda. Aqui, o fã vibra com cada nota, cada riff e com um som de bateria tão lindo e polido que fica impossível não empunhar as baquetas e tocar junto. A produção ficou a cargo, mais uma vez, do mestre Kurdt Vanderhoof, que é uma espécie de Dave Mustaine do Metal Church — isso, obviamente, guardadas as devidas proporções.
Outro ponto que chama a atenção é a profundidade das letras. “Generation nothing has got itself to blame, Generation nothing is just a video game”, trecho do refrão da faixa-título que, apesar de ter sido escrito há 13 anos, soa extremamente atual nos dias de hoje. Outro trecho, “I don’t care what you think, it means nothing to me, your opinions are useless words, annoying usually…”, também reflete bem a desconexão da realidade com o advento e a popularização das redes sociais e da internet.
O vocal de Ronny Munroe está muito agressivo. Ouça, por exemplo, a longa e épica “Noises in the Wall”, em que ele dita o tom caótico da música, sendo esta uma das composições mais complexas da carreira do Metal Church. Mais uma vez, guardadas as devidas proporções, é a “Rime of the Ancient Mariner” da discografia da banda.
Outra que faz estardalhaço é a pesadíssima “Scream”. Parece que estou ouvindo algum clássico de bandas como Overkill. Aliás, o timbre de voz de Ronny e Bobby “Blitz” é muito similar. Os solos também se destacam, com Rick Van Zandt dando aula — e, felizmente para nós, fãs, o cara segue na banda até hoje. Não há como não curtir.
“Generation Nothing” pode até não ser o melhor trabalho do Metal Church neste século, mas é, sem dúvida, um disco pesado, complexo e Heavy Metal “na lata”. Se você é fã, pode ir sem medo. Se não for, vá fundo também e divirta-se!

