Metal Church – “The Weight of The World” (2004)
(Relançamento 2025)
Reaper Entertainment | Shinigami Records
#ThrashMetal #HeavyMetal
Para fãs de: Sanctuary, Annihilator, Overkill
Texto por Matheus “Mu” Silva
Nota: 8,5
Dando sequência ao trabalho de relançamentos, a Shinigami Records trouxe, desta vez, um verdadeiro resgate histórico: o sétimo disco de estúdio da instituição metálica norte-americana Metal Church, The Weight of The World (2004).
O álbum marcou mais uma importante transição na história da banda, com a segunda saída do clássico vocalista original David Wayne em 2001 (que viria a falecer alguns anos depois) e a estreia de Ronny Munroe, que acompanhou a banda de 2003 até seu segundo hiato, em 2009, retornando em 2012 e permanecendo até sua saída definitiva, em 2014. Inclusive, durante esse retorno, a banda fez sua única passagem pelo Brasil, em 2013, em um show histórico na terceira edição do Live N’ Louder. Eu estava presente — e foi uma verdadeira aula de Heavy Metal. Já passou da hora de voltarem para cá! Mas vamos ao que interessa…
“Leave Them Behind”, abrindo o disco com um Heavy Metal mais encorpado, traz Ronny Munroe apresentando um vocal mais maduro em relação ao trabalho anterior, funcionando muito bem, além de evidenciar o baixo do também estreante na banda, Steve Unger. Seguindo com a faixa-título, há uma cadência bem elaborada, com Munroe já arriscando algumas notas mais altas, mantendo o espírito clássico da banda. “Hero’s Soul” retoma uma velocidade mais pulsante, enquanto “Madman’s Overture” é uma faixa bem característica do Metal Church, mesclando momentos de calmaria com trechos mais pesados e intensos, assim como “Sunless Sky”, embora esta seja mais melancólica que a anterior.
Chegando à metade do disco com “Cradle to Grave”, a cozinha formada por Steve Unger e o baterista Kirk Arrington demonstra forte influência do Iron Maiden em determinado trecho da canção, tornando-a uma das mais divertidas do álbum. “Wings of Tomorrow” mantém o ritmo em alta, com sua pegada cavalgada, porém apresenta um vocal um pouco mais comedido de Munroe, faltando um pouco de punch em algumas partes — algo que poderia ter elevado ainda mais o brilho da música. “Time Will Tell”, mais um momento puramente Metal Church, funcionando quase como uma power ballad, é maravilhosa: tudo muito bem encaixado e composto, sendo, sem dúvida, a melhor faixa do disco.
“Bomb to Drop”, beirando um Hard n’ Heavy, é outra ótima composição, reforçando a impressão de que a banda deixou o melhor para o final. E encerrando com “Blood Money”, a faixa mais thrash do álbum, que poderia facilmente abrir o disco em vez de finalizá-lo, sendo até mesmo superior à música de abertura.
The Weight of The World mostra um Metal Church revigorado após o retorno do hiato, ainda com muita lenha para queimar. Os membros que ingressaram nessa fase conseguiram agregar bastante ao som da banda. O mais curioso sobre o disco é como ele cresce da metade para frente: as primeiras faixas impressionam menos, com exceção da faixa-título, mas, a partir de “Cradle to Grave”, o álbum ganha força progressivamente. Vale a pena conferir o trabalho completo para absorver tudo o que ele realmente tem a oferecer — ainda mais considerando que o melhor está reservado para o final.





