Metal Crucifier – “The Strike of The Beast” (2022)
(Relançamento 2024)
Storm Atoom Records | Sangue Underground Records | Impaled Records | Cilindro Records
#HeavyMetal #SpeedMetal #BlackSpeedMetal
Para fãs de: Exciter, Raven, Judas Priest
Texto por Lucas David
Nota: 10
Despontando diretamente do Peru, o Metal Crucifier chamou atenção na cena com seu primeiro disco autointitulado, lançado em 2016. Alguns anos depois, a banda retornou com “The Strike of The Beast”, um trabalho que mostra grande evolução, com um som forte, cheio de atitude e muita vontade de romper as barreiras do underground.
O grupo bebe na fonte de grandes nomes como Exciter e Judas Priest, trazendo guitarras cortantes da dupla Walter Crucifier e Jose Delion, que entregam solos melódicos e frenéticos. A cozinha formada pelo baixista Enrique Ilave e pelo baterista Renato Bar é precisa e impiedosa, enquanto os vocais potentes de Julio Brendal são o tempero principal do Speed Metal visceral da banda. Brendal impressiona com técnica e força, transportando facilmente o ouvinte para os anos 80, quando o gênero explodiu. Não seria exagero dizer que este disco poderia figurar em uma coletânea das melhores bandas da época, tamanha sua natureza selvagem.
Após a breve intro “The Arrival”, riffs sujos e rápidos explodem nos falantes com “From Beyond”. O ritmo frenético empolga logo de início e dita a energia do restante do álbum. Os solos à la Judas Priest impressionam e fazem levantar os punhos e bater cabeça. “Nocturnal Curse” mantém a agressividade, com riffs marcantes e um refrão que remete bastante a “Evil Has No Boundaries” (“Show no Mercy”, 1983), do Slayer. Essa faixa é uma excelente forma de apresentar a banda, pois reúne todos os elementos que os fãs procuram em um disco de metal genuíno.
“Lord of 666” desacelera e aposta em uma pegada mais cadenciada, próxima ao Accept, inclusive nos vocais de Brendal, com um refrão memorável. Já “Heavy Metal Beer” traz um riff que lembra bastante “Bark at The Moon”, como se Jake E. Lee acelerasse a icônica linha gravada com Ozzy Osbourne, deixando-a ainda mais brutal.
Ao final de “The Strike of The Beast”, a sensação é de ter corrido uma maratona, já que os momentos de respiro são raros e a banda faz questão de mostrar a que veio. Não espere baladas ou passagens épicas: aqui o que temos é metal em sua forma mais pura — direto, implacável, sem firulas — embalado por uma capa sensacional. É o Metal Crucifier em seu ataque brutal aos sentidos.





