
Michael Bolton – “Michael Bolton” (1983)
Columbia Records
#AOR, #MelodicRock
Para fãs de: Billy Squier, Bon Jovi, Bryan Adams
Nota: 10
Após lançar discos sem expressão em vendas como vocalista da banda Joy, como artista solo e como membro do Blackjack — grupo cofundado pelo futuro guitarrista do KISS, Bruce Kulick — nos anos 1970, Michael Bolotin repensou sua estratégia para os anos 80. Visando a permanecer no caminho de seu sonho, ele mudou seu sobrenome para Bolton e não demoraria a colher os frutos.
Em 1982, Al Teller contratou Michael para a Columbia Records para dois álbuns solo. O primeiro, este autointitulado, foi lançado em 1983. Além de Kulick na guitarra, a gravadora recrutou George Clinton, o mestre da funk music, para tocar os sintetizadores e cantar alguns vocais de apoio no disco. “Fools Game”, coescrita por Mark Mangold da banda Touch, foi o primeiro single e videoclipe. Depois de três semanas nas paradas — chegando a um reles 82º lugar — e certa rotação na MTV, o single caiu por terra, mas não sem antes impulsionar as vendas do álbum e assegurar Bolton como número de abertura de Bob Seger and the Silver Bullet Band durante a turnê de “The Distance”, disco que traz o hit “Shame on the Moon”.
Fora isso, de modo geral, o desempenho individual de Michael melhorou em comparação a qualquer uma de suas tentativas anteriores: há um indício do romantismo lírico que logo se tornaria sua marca registrada em “Back in My Arms Again”, uma “Carrie” nove anos depois da de Stephen King, mas três anos à frente do Europe, e a autobiográfica “Fighting for My Life”, na qual ele canta: “I’ve been at the corner for the longest times / I have gone the distance with the will to survive”. Ter dinheiro no banco depois de comer o pão que o diabo amassou colocou Bolton em um estado de espírito muito mais otimista… tão otimista que, dois anos mais tarde, ele lançaria um dos mais essenciais, apesar de criminosamente ignorado, discos de AOR de todos os tempos. Mas isso é cena dos próximos capítulos.
Marcelo Vieira





